A creche particular de Florianópolis que está sendo investigada, após denúncias sobre maus-tratos em crianças, foi interditada pelo Procon de Santa Catarina na tarde de quarta-feira (6). Segundo o órgão, a decisão acontece como medida cautelar. As informações são do g1.

O fechamento considera os relatos dos pais e a "falta de comprometimento da empresa autuada", de acordo com o texto, e deve permanecer até as apurações serem finalizadas. Os responsáveis pela creche têm 10 dias para apresentar uma reposta ao Procon.

Foto: Juan Todescatt/ NSC

A Polícia Civil e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) estão investigando as denúncias feitas pelos pais dos alunos e ex-funcionários.

Na terça-feira (5) as mães dos alunos começaram a serem ouvidas pela investigação.

Os relatos envolvem desde remédios de alunos jogados fora, até agressões físicas de crianças com deficiência.

Ainda existe acusações de que os alunos eram trancados sozinhos em salas, chantageados, pouca merenda além da circulação de um vídeo onde um bebê teve o choro abafado por um cobertor.

A creche nega qualquer tipo de maus-tratos com as crianças.

Na segunda-feira (4) a creche suspendeu as atividades por tempo indeterminado. Na terça-feira (5) a a defesa da unidade divulgou uma nota afirmando que "não reconhece a validade das imagens divulgadas, declarando que fica à disposição para prestar eventuais esclarecimentos, informando que não há registros de eventuais irregularidades".

 

Depoimentos

A proprietária da creche deve prestar depoimento durante essa semana, segundo a delegada Michele Rebelo, diretora da Polícia da Grande Florianópolis.

A delegada ainda informou que as mães não necessariamente precisam fazer alguma denúncia para serem ouvidas pela polícia.

"Tem a relação dos alunos que estudavam, das crianças, e elas podem ser chamadas para depor. Porque é um crime ação penal pública incondicionada, ou seja, independe das vítimas quererem denunciar ou não. Já veio à tona essa informação e as mães que não forem denunciar serão chamadas para prestar depoimento", disse.