Se você questiona a expressão “até que a morte os separe”, um caso ocorrido nesta semana em Blumenau pode te dar uma resposta. O caminhoneiro Vitor, de Rio do Sul, e a costureira Verônica, natural de Ibirama, se conheceram em 1946 e deram origem à família Siewerdt: são quatro filhos, nove netos, 11 bisnetos e um jovem trineto, de apenas dois meses de idade. Depois de 70 anos juntos, o casal morreu nesta terça-feira (23). “A minha mãe era muito apaixonada pelo meu pai. O homem é mais reservado, né, mas os dois se amavam muito mesmo”, conta o filho Nilton Siewerdt ao Jornal de Santa Catarina. Durante a vida de parceria trabalharam duro para criar e manter a família, ele nas estradas, ela em casa, na máquina de costura e no trabalho doméstico. Em 2002, quando já estavam com 77 anos, os filhos convenceram o casal a deixar a distante Ituporanga e morar perto da família, em Blumenau. Foram os últimos 14 anos da vida em comum. As doenças comuns da idade acometeram a ambos. À 0h35min de terça-feira, Vitor Siewerdt sucumbiu à fraqueza provocada pelo avanço do Mal de Alzheimer e morreu por falência múltipla dos órgãos. Horas depois, Verônica, que já se tratava de uma doença rara há 25 anos e estava acamada há cinco, seguiu para encontrar seu amado. O choque da perda foi grande para a senhora, que morreu às 21h50min do mesmo dia. Os dois tinham 91 anos e foram sepultados no mesmo jazigo, no cemitério da Igreja Evangélica do Badenfurt.