A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e uso de lotes falsificados de medicamentos no Brasil. Entre os produtos atingidos estão uma toxina botulínica utilizada em procedimentos estéticos e um medicamento indicado para o tratamento de diferentes tipos de câncer.
Uma das determinações envolve o lote 025155 do Dysport, medicamento à base de toxina botulínica tipo A. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (19).
A empresa responsável pelo registro do Dysport no Brasil informou ter identificado unidades com características diferentes das encontradas no produto original. Entre as divergências estão a data de validade, o formato do frasco, o código de barras e detalhes da embalagem.
Nas unidades consideradas falsificadas, a validade indicada é junho de 2028, enquanto o produto original correspondente tem validade até junho de 2027. Também foram observadas diferenças no espaçamento e alinhamento das informações impressas na embalagem. O código de barras encontrado nas unidades suspeitas corresponde ao lote W26232.
Com a decisão da Anvisa, as unidades do lote 025155 devem ser apreendidas e não podem ser comercializadas, distribuídas ou utilizadas.
Medicamento contra o câncer também é alvo de medida
A Anvisa também determinou nesta segunda-feira a apreensão de lotes falsificados do Keytruda, medicamento à base de pembrolizumabe utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer.
A determinação atinge os lotes Z005197 e Z012354 do Keytruda 100 mg/4 mL. Segundo a agência, a empresa responsável pelo registro do medicamento identificou no mercado unidades com características diferentes das apresentadas pelo produto original, levantando a suspeita de falsificação.
Diante da irregularidade, a Anvisa determinou que os produtos sejam apreendidos.
Casos de falsificação de medicamentos representam risco à saúde, principalmente porque não há garantia sobre a composição, procedência, qualidade e segurança dos produtos. A orientação é que medicamentos sejam adquiridos apenas em estabelecimentos regularizados e que produtos suspeitos não sejam utilizados.