Antes de ataque, atirador de Sapopemba havia feito B.O contra colegas por agressão

Reprodução/Google Maps

Por: Pedro Leal

23/10/2023 - 15:10 - Atualizada em: 23/10/2023 - 15:18

O adolescente responsável pelo o ataque a uma escola estadual de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (23/10), havia registrado um boletim de ocorrência de ameaça e lesão corporal seis meses antes do atentado.

As informações são do portal Metrópoles. O adolescente teria sido agredido por colegas dentro de sala de aula dias antes do ataque, que deixou uma aluna de 17 anos morta e três estudantes feridos. Um segundo suspeito, de acordo com a polícia, está foragido.

As investigações apontam que o adolescente de 16 anos contou à mãe, em abril deste ano, que vinha recebendo ameaças on-line de pessoas que pareciam ser de “grupos rivais”.

As ameaças eram feitas nas redes sociais.

Um boletim de ocorrência registrado pelo adolescente, em 24 de abril, menciona que o jovem foi agredido por “diversos alunos”, não identificados, da Escola Estadual de Sapopemba.

Segundo alunos da escola, o adolescente era alvo de bullying por ser homossexual. Esse teria sido o motivo para o ataque desta segunda-feira.

Em vídeos postados no TikTok e Instagram, o adolescente aparece chorando após sofrer violência física. As redes sociais eram usadas por ele, seus seguidores e um grupo rival para alimentar as desavenças entre os jovens.

De acordo com o registro da ocorrência, “a vítima [autor do ataque] tem muitas visualizações de tudo o que lhe acontece”. Além disso, segundo o B.O., “as agressões sofridas pela vítima se generalizaram na internet, e foi percebido que os agressores ganharam muitos seguidores”. Por fim, o estudante diz à polícia que “teme por sua integridade física e que as ameaças se espalhem”.

Uma aluna de 17 anos morreu e dois estudantes ficaram feridos nesta segunda-feira. Um quarto jovem se machucou ao cair enquanto tentava fugir.

Em nota, o governo de São Paulo lamentou o episódio e se solidarizou com as famílias das vítimas. “Neste momento, a prioridade é o atendimento às vítimas e apoio psicológico aos alunos, profissionais da educação e familiares”, informou.