Acusados que gravaram tortura de vítima, morta a tiros, são condenados em Itajaí

Foto: Ilustrativa/Divulgação

Por: OCP News Vale

18/10/2021 - 08:10 - Atualizada em: 18/10/2021 - 08:16

Dois homens foram condenados em sessão do Tribunal do Júri da comarca de Itajaí, no Litoral. Um dos réus foi sentenciado à pena de 21 anos, nove meses e cinco dias de reclusão, inicialmente em regime fechado, por homicídio duplamente qualificado – motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima -, tortura, participação em organização criminosa e corrupção de menores.

O outro réu teve o crime de homicídio qualificado desclassificado pelo Conselho de Sentença, que acolheu a a tese defensiva, e foi condenado por homicídio culposo, com pena de um ano de detenção, inicialmente em regime aberto, e absolvido pelos demais crimes. A vítima foi morta na cidade de Navegantes. O processo, contudo, foi julgado em Itajaí.

Conforme denúncia do Ministério Publico de Santa Catarina (MPSC), no dia 18 de janeiro de 2018, a dupla e outros nove réus que integram uma facção criminosa com atuação no Estado foram responsáveis pelo sequestro, tortura e morte da vítima, que teria delatado e algemado outro faccionado em uma operação policial.

Depois da punição física, registrada em vídeo para que as afirmações da vítima fossem submetidas à apreciação dos líderes da organização criminosa, o homem foi obrigado a entrar em uma carcaça de máquina de lavar roupas, onde foi executado com diversos disparos de arma de fogo. Ainda segundo o MPSC, os denunciados também corromperam ou facilitaram a corrupção de pessoa menor de 18 anos.

A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pelo juiz Juliano Rafael Bogo, titular da 2ª Vara Criminal da comarca de Itajaí. O júri popular ocorreu respeitando as normas impostas por causa da pandemia de Covid-19. Um dos réus não poderá recorrer da decisão em liberdade, uma vez que sua prisão ainda se faz necessária para a garantia da ordem pública. O outro réu, condenado por homicídio culposo, teve a prisão preventiva revogada. A decisão é passível de recurso e o processo tramita sob sigilo.

Os outros nove réus, acusados pelos mesmos crimes, irão a julgamento ainda este ano. Duas sessões foram designadas para novembro e uma para dezembro. Todos estão presos preventivamente.

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