Dois meses após o assassinato do comerciante Sérgio Antônio Costa, a DIC (Divisão de Investigação Criminal) da Polícia Civil em Jaraguá do Sul localizou Adilson dos Santos Silva, 36 anos, conhecido como Naco. Ele é apontado como o mentor do crime. Ele está no Presídio Regional de Jaraguá do Sul.

Em depoimento prestado após sua prisão, na cidade de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, na tarde de quinta-feira (13), Naco confessou a autoria do crime e disse que a motivação para o delito seria uma vingança motivada por um suposto abuso cometido contra sua filha.

Naco foi apontado como mandante do crime pelo menor suspeito de atirar em Costa, na noite do dia 14 de julho, na rua Hercílio Anacleto Garcia, no bairro Santo Antônio. O comerciante foi morto com um tiro no olho, que transfixou a cabeça e causou morte instantânea. O crime aconteceu a cerca de 50 metros do mercadinho que a vítima administrava há mais de 15 anos.

Com a confissão do adolescente de 17 anos, as duas outras linhas de investigação, um assalto e uma possível vingança por parte de um homem traído, foram descartadas. “Nós começamos a investigação no dia do fato, ouvimos muitas pessoas, o que culminou na prisão dele ontem (na quinta). A apuração contou com a colaboração de muitas pessoas, testemunhas, familiares e colaboradores. Também realizamos um trabalho árduo de campana e monitoramento”, afirma.

Dias destaca como elemento chave a vigia sobre um homem próximo ao suspeito para a captura dele. Naco estava com mandado de prisão expedido pela Justiça e deve aguardar o julgamento no presídio.

O delegado titular da DIC afirma que, apesar da prisão de Naco, o menor ainda está em liberdade e não teve mandado de prisão expedido pela Vara da Infância e Juventude. Dias ressalta que, com a confirmação do mandante, de que o rapaz foi o autor do disparo, ele será processado por ato infracional análogo a homicídio, com as qualificadoras de impossibilidade de defesa da vítima e motivo torpe ou fútil.

Naco também deve responder por homicídio com as mesmas qualificações e por corrução de menor. “Os dois serão processados como autor e coautor do homicídio, até porque o maior levou o menor a cometer o crime e forneceu a arma para que ele executasse a vítima”, explica, ao afirmar que o adolescente não tem passagem criminal e não tinha envolvimento com qualquer ato ilícito no período em que supostamente cometeu o crime.