O homem de 50 anos acusado de estuprar o enteado de oito anos de idade está preso no Presídio Regional de Jaraguá do Sul. De acordo com a delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), Milena Fátima Rosa, o inquérito foi entregue para o Ministério Público de Santa Catarina no mesmo dia em que foi pedido o mandado de prisão preventivo. Nesta quarta-feira (4), Milena afirmou que ainda é preciso coletar o depoimento do suspeito, o que deve ser feito ainda nesta semana. O diretor do Presídio Regional de Jaraguá do Sul, Cristiano Castoldi, conta que a acusado de estupro de vulnerável divide uma pequena ala da unidade com outros 21 presos, acusados pelo mesmo crime e também pela Lei Maria da Penha. “Eles ficam separados por uma questão de segurança”, afirma Castoldi, ao ressaltar que o banho de sol é feito em horários diferentes dos demais detentos da unidade. “Eles são ótimos para trabalhar no preparo das refeições, pois seguem à risca as regras da unidade”, completa. O suspeito de cometer o crime é servidor da Prefeitura de Jaraguá do Sul e tem passagem pelo mesmo crime.  Os estupros foram descobertos após a mãe da criança encontrar manchas de sangue nas roupas íntimas do filho. Após a criança relatar os abusos que sofria, a mãe procurou a DPCAMI para fazer a denúncia no dia 27 de março. O menino fez exame de corpo de delito e também foi acompanhado por uma psicológica policial. “Por entendermos a gravidade do caso e o risco de fuga, pedimos a prisão preventiva do padrasto. O pedido foi deferido pela 2ª Vara Criminal e o mandado contra o padrasto foi cumprido”, explica a delegada Milena pede atenção dos pais para o que está acontecendo dentro do ambiente doméstico, pois a maior parte dos abusos é cometida por parentes, vizinhos e amigos dos pais da vítima. A delegada ressalta que é importante que o pai e, principalmente, a mãe, pelo fato de os abusos de menores de 14 anos serem cometidos em sua maior parte por homens, abram o diálogo com os filhos. Muitas vezes, segundo Milena, o abusador costuma fazer ameaças de morte contra os entes queridos da criança, fazendo com que ela se cale ante aos abusos.