A rejeição por 24 a 12 da Medida Provisória 220, que estabelecia mudanças na cobrança do ICMS para indústria, atacadistas e comércio (de 17% para 12%), pela Assembleia Legislativa, marcou mais uma derrota política para o governo de Eduardo Pinho Moreira (PMDB). Com o resultado, volta a valer o modelo antigo de tributação em Santa Catarina; tanto indústria quanto comércio vão pagar 17% de alíquota. O governo deve anunciar em breve uma nova tentativa de solucionar o impasse. A votação em plenário colocou em lados opostos os dois deputados jaraguaenses. Carlos Chiodini, líder da bancada do PMDB, votou favorável ao projeto do governo, já Vicente Caropreso (PSDB), que vem questionando a situação financeira do Estado, votou contrário por temer as consequências para o setor têxtil. O deputado Gelson Merisio (PSD), pré-candidato ao governo do Estado, disse que a derrota do projeto ocorreu em função da maneira equivocada de trazer o debate à tona, mas disse que um novo debate pode ser aberto. “O acordo pode ser celebrado e o governo amanhã editar uma nova MP. Não há prejuízo para ninguém dessa forma. O que não pode é o texto continuar tramitando por mais 15 dias em uma MP que está trazendo prejuízos grandes para um segmento expressivo como o setor têxtil”, disse Merisio (PSD), crítico desde o princípio da MP 220, e um dos grandes articuladores para o resultado em plenário. A Fecomércio também se manifestou dizendo que ao invés de uma emenda ao texto original, o governo deveria ter enviado à Assembleia uma nova Medida Provisória. A Fiesc anunciou que aguarda os próximos passos da negociação e afirmou que continua a apoiar os termos da medida – negociados na segunda-feira - a mudança na alíquota com a exclusão do setor têxtil – avaliando ainda a rejeição como "prejudicial à competitividade do setor".

Como votaram os deputados

Aldo Schneider (PMDB) Sim Carlos Chiodini (PMDB) Sim Dirce Heiderscheidt (PMDB) Sim Fernando Coruja (PODE) Sim Luiz Fernando Vampiro (PMDB) Sim Marcos Vieira (PSDB) Sim Mario Marcondes (PMDB) Sim Maurício Eskudlark (PR) Sim Mauro de Nadal (PMDB) Sim Moacir Sopelsa (PMDB) Sim Romildo Titon (PMDB) Sim Valdir Cobalchini (PMDB) Sim Ada De Luca (PMDB) Não Votou (Justificou com atestado médico) Antonio Aguiar (PSD) Não votou Milton Hobus (PSD) Não votou Ricardo Guidi (PSD) Não votou Ana Paula Lima (PT) Não Cesar Valduga (PCdoB) Não Cleiton Salvaro (PSB) Não Darci de Matos (PSD) Não Dirceu Dresch (PT) Não Vicente Caropreso (PSDB) Não Gabriel Ribeiro (PSD) Não Gelson Merisio (PSD) Não Ismael dos Santos (PSD) Não Jean Kuhlmann (PSD) Não João Amin (PP) Não José Milton Scheffer (PP) Não Kennedy Nunes (PSD) Não Leonel Pavan (PSDB) Não Luciane Carminatti (PT) Não Narcizo Parisotto (PSC) Não Natalino Lázare (PODE) Não Neodi Saretta (PT) Não Padre Pedro Baldissera (PT) Não Patrício Destro (PSB) Não Rodrigo Minotto (PDT) Não Serafim Venzon (PSDB) Não Silvio Dreveck (PP) Não Valmir Comin (PP) Não

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