No Politicando desta semana, o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Dieter Janssen (PP), comenta a fama de bom moço que tem, principalmente entre seus adversários, fala ainda da sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa e lembra as dificuldades que enfrentou durante seu governo por não ter maioria na Câmara e por ter sido atingido pela crise econômica que assolou o país.

Para ele, o líder deve dar o exemplo, principalmente em momentos de dificuldade, e foi pensando nisso que doou 20% de seu salário durante 14 meses para o Fundo Municipal de Saúde. “Para solicitar qualquer ajuste aos funcionários eu sabia que tinha que dar o exemplo”, disse.

Dieter comenta ainda a expectativa de manter a parceria com o PMDB em Jaraguá do Sul e defende que o próximo presidente da República deve ter postura ética e capacidade para fazer o país voltar a crescer e gerar postos de trabalho.

Assista ao programa completo: https://www.youtube.com/watch?v=F59DDWUI44c&feature=youtu.be

Título de bom moço não ofende: agrada

Tachado de bom moço demais para a política, o ex-prefeito Dieter Janssen (PP) disse que o título não o ofende, ao contrário, agrada. A ética, a simplicidade e a seriedade deveriam, segundo o pepista, ser o mínimo cobrado dos representantes políticos. “Desde que entrei na vida pública tive essa preocupação”.

A dificuldade de governar sem maioria

Alvo de uma oposição ferrenha durante os quatro anos de mandato, Dieter Janssen viu frustrados muitos de seus projetos – depois colocados em prática pelo governo Antídio Lunelli (PMDB) – para frear as despesas públicas. Ele cita como exemplo a tentativa de diminuir 20% do valor das Fgs pagas ao funcionalismo e o corte do vale alimentação nas férias. “Eram medidas que nos ajudariam a deixar o caixa melhor”.

Doação de 20% do salário: líder tem que dar exemplo

Dieter Janssen doou durante 14 meses 20% do seu salário de prefeito para o Fundo Municipal de Saúde. Segundo ele, a crise econômica que afetava em cheio o país e a prefeitura exigia medidas duras como as que atingiriam o funcionalismo. “Para solicitar qualquer ajuste aos funcionários eu sabia que tinha que dar o exemplo”.

Pré-candidatura: a busca por votos

Em 2010, Dieter Janssen fez 21 mil votos para Assembleia Legislativa, por cerca de três mil votos ficou de fora. O maior erro na época foi não ter saído de casa para buscar sufrágios. A estratégia do PP, dessa vez, prevê mobilização em 50 municípios, embora o ex-prefeito reclame do sistema atual, que encarece as disputas e dispersa o foco dos concorrentes. Na região, ele tem apoio da maioria dos prefeitos. As bandeiras do pepista serão ética, seriedade, cuidado e eficiência com dinheiro público.

Casamento com PMDB: Dieter espera reciprocidade

Lembrando que em 2014 o PP fez uma ginástica na região para não lançar candidato a deputado estadual e apoiar Carlos Chiodini, Dieter Janssen diz que dessa vez espera reciprocidade do PMDB. Avalia, também, a parceria entre as duas siglas como importante para o município.

Eleição presidencial: escolha deve levar em conta histórico e capacidade para melhorar economia

As pesquisas mostram que o brasileiro quer pessoas sérias para governar o país, mas as mesmas pesquisas revelam que candidatos envolvidos em escândalos receberiam a preferência desse eleitor. São incoerências como essa que precisam ser resolvidas pela sociedade na opinião do ex-prefeito Dieter Janssen. O candidato ideal também dever ter a capacidade, segundo ele, de fazer o país voltar a gerar mais postos de trabalho e de melhorar a economia.

------

Veja também

https://ocponline.com.br/video-no-politicando-chiodini-diz-que-e-hora-de-unir-o-pais-e-nao-dividir/