Com um cumprimento de “boa tarde” alto e forte, que causou risos à seleta plateia formada de políticos, representantes de entidades, empresários e imprensa, o vice-presidente da República Hamilton Mourão (PRTB) iniciou sua palestra na tarde desta quinta-feira (31) no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul (Cejas). Esta foi a primeira vez que Mourão esteve no município.

O evento foi promovido pela Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs) e fez parte de um roteiro do vice-presidente pelo norte do Estado, que contou com visita à Weg e uma palestra também sobre o panorama nacional e internacional, na Associação Empresarial de Joinville (Acij).

Na Weg, Mourão assistiu a uma apresentação sobre a empresa, visitou o parque fabril de uma das unidades da indústria, almoçou com executivos e funcionários e descerrou a uma placa alusiva a sua visita.

Na opinião do presidente da Acijs Alselmo Ramos, Mourão saiu com uma boa impressão do município e das empresas sediadas aqui.

“Mostramos ao vice-presidente que nossas empresas têm competência e estão aptas a retomada da economia do Brasil. Além disso, ele nos passou que o governo está empenhado em enfrentar todos os entraves imputados à gestão e de forma democrática. Isso faz com que tenhamos um ambiente propício para a retomada de investimentos”, comemorou Ramos.

O presidente da Acijs destaca que umas das principais demandas apresentadas a Mourão foi a necessidade da duplicação da BR-280 que é crucial para região.

“Esta visita nos aproxima do governo federal e esperamos que mais representantes venham à Jaraguá do sul conhecer nossas demandas e saber como solucionamos as principais dificuldades da sociedade. Mourão entendeu o recado, saiu impressionado com o que viu e com certeza vai nos ajudar a trabalhar com esta obra da 280 de forma mais prioritária”, concluiu.

Foto: Rasta de Souza/ Divulgação

Confira alguns dos assuntos abordados na palestra do vice-presidente Hamilton Mourão:

Panorama internacional e nacional

O vice-presidente Hamilton Mourão demonstrou ter um vasto conhecimento sobre a história e economia, pois a introdução de sua palestra foi mostrando um panorama mundial citando países como Estados Unidos, Rússia, União Europeia, China e Japão. Falou inclusive sobre o fundamentalismo islâmico e sobre o rumo que estão tomando os países mundo afora. “O mundo está estagnado, inseguro e isto reflete também aqui no Brasil”, comentou.

Depois citar a situação em outros países, Mourão falou sobre a América Latina até chegar ao Brasil. “Nossa América do Sul é especial. Nossos países são olhados sempre como um grande supermercado. Todos vêm comprar de arroz, feijão, cobre até urânio dos países latinos. Temos pouca participação no mundo e pouca influência”, comenta.

Depois de falar sobre os países vizinhos, o vice-presidente destacou sobre a questão da produção no Brasil e a necessidade do país ganhar mercado e destaque no mundo.

”Nós produzimos muito pouca coisa com insumos que vêm de fora e exportamos matéria-prima para fora para depois comprarmos aqui dentro. Então precisamos nos inserir nas cadeias de valor agregado e vender conhecimento e aqui em Jaraguá do Sul temos exemplo disso”, comentou.

Meio ambiente

Mourão disse que um grande problema do século 21 é o meio ambiente.

“Existe um estigma dentro do nosso país que não é verdade. No Brasil, 88% da nossa energia, é energia limpa e renovável, desde a eólica, solar e outras. No resto do mundo só tem 25%. Ou seja, o resto do mundo queima carvão, queima petróleo e somos culpados pela poluição e a degradação do meio ambiente”, destacou e emendou: “ temos umas das legislações ambientais mais rígidas do mundo.”

Sobre a questão da Amazônia, o vice-presidente disse que tem merecido a atenção que é necessária sua preservação e destacou Santa Catarina como exemplo de preservação.

Segurança Pública

Ao falar sobre a segurança, Mourão destacou que esta tem quatro vetores: o enrijecimento das leis para quem comete crimes; o sistema penal em que disse que não pode ser “uma masmorra medieval” e nem uma colônia de férias; aparato policial com tecnologia e integração e a questão social.

“Precisamos trabalhar a questão social. Por exemplo na favela, precisa ter casa com número, tem que ter luz, água e esgoto, escola em tempo integral e não deixar o filho a mercê do traficante e um posto de saúde que funcione. Se não trabalharmos nisso, aí será um eterno enxugar de gelo. E o dever do Estado é dar atenção para a saúde e educação”, completou.

Mourão citou Jaraguá do Sul como exemplo na segurança pública e inclusive chamou a atenção do prefeito Antídio Lunelli (MDB) falando sobre o fato de a cidade estar entre as mais seguras do País. “O comandante do batalhão vem pra cá e pode ficar de calção o dia todo porque não tem o que fazer” brincou com o prefeito tirando risos da plateia.

Política e economia

De acordo com Mourão, o governo Bolsonaro se pauta nos pilares que inclui o pacto de gerações, democracia, privatização, estado de direito e reforma tributária. “Esse pacto estava sendo rompido pela previdência, porque se não fizéssemos a reforma, as novas gerações não saberiam o que é aposentadoria”, completou.

Destacou que a democracia é melhor de todos os regimes e que pauta o governo. “É a eterna busca do equilíbrio”, acrescentou e disse que o capitalismo é que garante a liberdade de empreendimento e de crescimento de todos.

Sobre a questão do cumprimento das leis e até o enrijecimento delas, Mourão fez uma alusão ao ex-presidente Lula. “Não pode ter Silva melhor que outro Silva. Silva cometeu crime, Silva vai preso. Este é o estado de direito”, em que ganhou mais uma vez aplausos dos presentes.

Ao falar sobre a sociedade civil, Mourão destacou as cobranças que as entidades fazem, destacando a solicitação do presidente da Acijs Anselmo Ramos sobre a necessidade de duplicação da BR-280.

“A sociedade tem que cobrar, tem que participar. É isso que está sendo feito aqui pela Associação Empresarial”, comentou.

Finalizando a palestra, Mourão destacou que a política do governo Bolsonaro é deixar o país com um rumo. “O presidente quer deixar política de estado com as reformas necessárias sendo aplicadas e fazer com que o país volte a crescer e ganhe o destaque que merece”, concluiu.

 

Foto: Gabriel Vieira/PMJS/Divulgação

 

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