O vereador Pedro Garcia (MDB), líder de governo na Câmara Municipal de Jaraguá do Sul, informou durante a sessão legislativa desta quinta-feira (9) sobre as medidas do governo para reposição de horas de médico no posto de saúde do bairro Nereu Ramos.

Em visita ao bairro, Garcia relatou que recebeu uma lista de reivindicações referente à unidade básica da localidade. Segundo o vereador, a principal necessidade é de cobertura das horas de atendimento que ficaram em aberto com a saída de médica da unidade, por período de férias.

"Ela solicitou férias e ainda não voltou. Já terminaram as férias dela, porém, não disse se vai retornar ou não vai retornar", afirmou o vereador.

Nesse meio tempo, afirma o parlamentar, a Secretaria da Saúde já teria tomado algumas ações, "porque a comunidade não pode ficar aguardando".

Ele informa que no dia 11 de agosto, próximo sábado, haverá atendimento de um pediatra e um clínico geral, "atendendo consultas agendadas, conforme a fila de espera".

No sábado seguinte, dia 18 de agosto, também haverá pediatra e ainda dois clínicos gerais, "principalmente para consultas para pegar receita para medicamento", observa Garcia. No dia 28 também haverá reforço no atendimento, com um clínico geral.

O líder de governo diz ainda que a Secretaria de Saúde está providenciando processo seletivo para contratação de médicos, já que não há mais profissionais para serem chamados do último concurso público.

Vereador da oposição contesta informações

O vereador Arlindo Rincos (PSD) questionou as informações apresentadas por Garcia. O pessedista afirma que foi a falta de valorização pelo Executivo aos médicos do município que levaram à saída da profissional do posto de saúde.

O parlamentar também critica a medida da Secretaria de Saúde de realizar os mutirões de atendimento aos sábados, defendendo mais horas de médicos durante o meio da semana.

"A nossa saúde está doente em Jaraguá do Sul não é de hoje. Nós temos mais de 1,5 mil pessoas na fila de espera", aponta Rincos.

Quanto ao processo seletivo, Rincos defende a realização de concurso público. Para ele, os processos seletivos não são atraentes aos médicos, por terem prazo máximo de contrato de dois anos. "O médico não vem para ficar dois anos", afirma ele.

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