Depois de muita discussão, os vereadores de Jaraguá do Sul aprovaram o projeto de lei da Prefeitura que autoriza o repasse de R$ 220 mil para o aumento de capital da Companhia de Desenvolvimento de Jaraguá do Sul (Codejas). O repasse foi aprovado em votação única e segue agora para sanção do Executivo.

O debate dos vereadores girou em torno da gestão da companhia, nos últimos anos. Parlamentares como Ademar Winter (PSDB) afirmaram que a companhia serviu por muitos anos como trampolim político e para uso de macadame retirado das áreas pertencentes ao Codejas em benefício de particulares.

Na tribuna, Winter ainda destacou que o Codejas já recebeu cerca de R$ 740 mil entre 2004 e 2013, para aumento de capital, mas que ao consultar o contrato social da empresa mista – sendo 99,96% do Município -, não constam os valores repassados.

“Até às 17h da tarde [de quinta-feira, 2] no contrato social, que vem da junta comercial, tinha R$ 100 mil. Onde está o resto? Esse dinheiro aqui não é para capital, é para pagar as dívidas”, afirmou o tucano, defendendo o fechamento da companhia.

Já o vereador Arlindo Rincos (PSD) destacou que a Codejas já havia sido autossuficiente em seu passado e que poderia voltar a ser se fosse contratada pelo Município para a prestação de serviços como construção civil e pintura.

O vereador Marcelindo Gruner (PTB) pediu um voto de confiança para o projeto. Ele observou que, para que a companhia possa ser retomada é preciso antes resolver a situação financeira da empresa. Segundo o vereador, a Codejas teria mais de R$ 1 milhão em dívidas.

“Vamos tentar sanar, e se não der, não tenho dúvida que prefeito [Antídio Lunelli] vai mandar fechar a Codejas. Chega de botar dinheiro público num lugar que não está dando resultado”, afirmou.

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