A ideia de adoção das placas Mercosul para veículos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai foi apresentada em 2014, começou a ser implantada em 2018 e foi tornada obrigatória em todo território brasileiro em 2020, mas desagradou grande parte da população.

Na sessão desta terça-feira (12) na Câmara Municipal de Jaraguá do Sul, os vereadores jaraguaenses aprovaram uma moção de apelo por mudanças no item.

No documento, os parlamentares pedem que o Ministério da Infraestrutura tome providências urgentes de revogação parcial das atuais normas sobre as placas e que determine a colocação da tarja de identificação do município e do estado de origem do veículo, mantendo a estampa da bandeira brasileira como referência da origem do país.

Segundo o vereador Osmair Gadotti (MDB), idealizador da matéria, as novas placas trazem insegurança à população, já que ela não identifica a cidade de origem dos automóveis. Ele relata que antigamente era possível saber quando um carro de fora da cidade estava circulando nas proximidades de sua casa, pois havia a indicação do município onde o veículo foi emplacado. Com a placa Mercosul, isso mudou. Ele afirma que a novidade tem atrapalhado inclusive o trabalho da Polícia Militar, que encontra dificuldades na identificação de criminosos.

A moção também leva as assinaturas dos vereadores Ademar Winter (PSDB), Anderson Kassner (PP), Jair Pedri (PSD), Jonathan Reinke (Podemos), Luís Fernando Almeida (MDB), Nina Santin Camello (PP) e Onésimo Sell (MDB). A proposta foi aprovada por unanimidade e enviada ao ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho. “Para a gente ter um pouquinho mais de segurança e mostrar ao Estado que a gente tá de olho no quesito segurança. Precisamos disso para promover a segurança”, explicou Gadotti.