Menos de dois anos depois se elegeram aos cargs do Legislativo de Florianópolis, 7 dos 23 vereadores da Capital voltam às ruas para pedirem votos, agora de olho nas vagas de deputados estaduais e federais

Apesar das listas de candidatos ainda não estarem prontas, já que pelo calendário eleitoral todos ainda são pré-candidatos (a data final para a homologação das candidaturas é 5 de agosto), o fato é que os vereadores apresentam suas propostas definidas e aguardam apenas as datas de homologação das chapas para deflagrarem as campanhas.

Dos 7 pretendentes aos cargos estaduais, 4 foram os mais votados na eleição de 2016: 1º) Pedrão (PP), com 11. 197 votos; 2º) Marquito (PSOL), com 5.448; 3º) Afrânio (PSOL), com 5.432; 4º) Gui Pereira (PMDB), com 4.349.

Bruno Souza (PSB), com 3.326 votos foi o sexto mais votado em Florianópolis. Além deles, Lino Peres (PT), 11º mais votado com 2.777 votos; e Erádio Gonçalves (PR), 14º mais votado com 2.708 votos são os demais postulantes.

A legislação permite que eles possam sair a candidatos sem ter que renunciar aos cargos de vereadores. Precisam se licenciarem, quando então assumem os suplentes. Ao final das eleições, em caso de se elegeram para deputado estadual ou federal daí sim precisam renunciar. Em caso de derrota, voltam para suas cadeiras na Câmara de Vereadores.

 

Vejam o que dizem os candidatos:

 

Pedrão (PP), 1º colocado em 2016 com 11. 197 votos

“Tenho convite do meu partido para sair candidato a deputado federal pelo perfil que o Brasil está precisando: jovem, administrador público, que tenha vontade de promover algumas mudanças para o país. Mas o meu foco de trabalho é Florianópolis. Não terminei ainda de cumprir meus compromissos de campanha e muito menos o papel de fiscalizar o gasto do dinheiro público excessivo em Florianópolis, então a minha missão por enquanto ainda está aqui”.

 

 

 

Marquito (PSOL), 2º colocado em 2016 com 5.448 votos

“A gente está construindo uma possível candidatura a deputado estadual, mas ainda não está deflagrado este processo, não foi lançada a pré-candidatura. Não quero tomar uma decisão unilateral, precisamos ver as necessidades do partido. Não quero pensar só na minha vontade, quero construir um processo. Se for para lançar candidatura, que ela tenha uma base social e um significado para as agendas que a gente toca como agroecologia, a segurança alimentar, a relação campo-cidade, a questão da pesca, maricultura. Enfim, são temas que eu tenho uma trajetória técnica de trabalho e que a gente vê ausência de uma representação. Mas ainda não posso afirmar que sou candidato, mas tenho este compromisso com o partido”.

 

Afrânio Bopré (PSOL), 3º colocado em 2016, com 5.432 votos

“Eu sou pré-candidato a deputado federal, inclusive farei o lançamento da minha pré-candidatura neste dia 18 de maio e aproveito o OCP para que todos aqueles que tiverem interesse na nossa candidatura que possam participar”.

 

 

 

 

 

Guilherme Pereira (PMDB), 4º colocado em 2016, com 4.349 votos

“Somos pré-candidato a deputado federal, aguardando a homologação do partido, o PMDB. Só isso”.

 

 

 

 

 

 

Bruno Souza (PSB), 6º colocado em 206, com 3.326 votos

 

“Existe um convite, e talvez num anseio de uma representação liberal para a assembleia estadual, das ideias da liberdade as quais eu defendo. Mas isto tudo depende de conjunturas. Eu gosto muito do que eu faço, entendo que tenho vocação para isto. Gosto de estar aqui na Câmara, mas aonde eu puder representar as minhas ideias vou representar da melhor forma possível. E aquele que diz que não tem ambição de levar as suas ideias mais além é porque talvez não acredite suficientemente nas suas ideias. Eu acredito muito nas minhas ideias.”

 

 

Lino Peres (PT), 11º colocado em 2016, com 2.777 votos

 

“Estamos discutindo internamente no conselho político do mandato, já anunciamos previamente ao partido, mas temos que levar este debate adiante, com as várias pré-candidaturas para deputado federal, para definir uma política de ação no conjunto. Nossa pauta é federal. Os temas são metropolitanos (saneamento, habitação, drenagem e a questão das baías, do litoral), mas também são federais. Além disso tem um segundo aspecto que é sobre os nossos direitos que estão derretendo. Nossa soberania nacional está sendo ferida com esse Congresso Nacional conservador, para dizer o mínimo. Por isso tenho a obrigação moral e ética de sair para deputado federal. Para defender esse patrimônio nacional”.

 

Erádio Gonçalves, 14º colocado em 2016, com 2.708 votos

 

“Com a decisão importante por parte do TRE da liberação da minha transferência do PSD para o PR estou livre para ser candidato a deputado estadual, para representar o PR em Florianópolis e em Santa Catarina. Acho que tenho projetos importantes como trabalhar as creches comunitárias; uma política voltada para o idoso, com a criação do Centro-dia; um projeto voltado para a saúde especializada para a terceira idade; uma política voltada para as pessoas com deficiência; e o primeiro emprego. São bandeiras que considero importantes”.