As conversas para a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara de Vereadores começam a ganhar volume e a se encaminham para uma definição em Jaraguá do Sul.

A partir do que manifestaram os vereadores do município ouvidos pelo OCP, tudo indica que Marcelindo Gruner (PTB) deverá ser o próximo presidente da Casa a partir de 2019.

Com a eleição de Gruner, ficaria mantido o acordo feito entre o governo e os vereadores da base ainda em 2016, após as eleições daquele ano.

Com a articulação do governo e dos sete vereadores da situação, o acordo definiu que assumiriam, a partir de 2017, Pedro Garcia (MDB), Anderson Kassner (PP), em 2018, e Marcelindo, em 2019.

Quanto à 2020, quarto ano de mandato, o atual presidente da Mesa diz que na época da formação do acordo, em dezembro de 2016, comentou-se que a presidência seria dividida, sendo um período para o PP e outro para o MDB.

“Mas isso ficou meio por cima, falamos que iríamos ver depois, ano que vem devemos chamar [a base e o governo] para rever o assunto”, afirma Kassner.

Por outro lado, o vereador Ademar Winter (PSDB) também se lançou como candidato ao comando da Mesa.

A princípio, pelo que anunciaram os parlamentares, Winter poderá ter dificuldades para conseguir os votos, já que entre os vereadores da oposição ainda não há uma decisão, segundo informaram ao OCP.

Caso a eleição de Gruner seja confirmada, nesta legislatura, excepcionalmente, os acordos estão sendo mantidos. Na legislatura anterior, o acordo inicial foi rompido com a eleição de Arlindo Rincos – então da base, pelo PP -, em 2014, com apoio da oposição.

A eleição dos membros da Mesa Diretora ocorre sempre na última sessão ordinária do ano, com posse automática dos eleitos a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. Neste ano, a eleição acontece em 20 de dezembro.

Como votam os vereadores

Confira abaixo as intenções de voto de cada legislador:

Ademar Winter

Tendo já se anunciado como candidato à presidência, Ademar Winter (PSDB) diz que conta hoje com seis votos já garantidos, mas não fala em nomes. “Não vou entregar o ouro para o bandido”, afirma o tucano.

Considerando os partidos, hoje seriam quatro vereadores da oposição na Casa, assim, o restante dos dois votos viriam da base do governo.

Entretanto, Isair Moser, do PSDB, assim como Winter e que já anunciou voto em Marcelindo, hoje faz parte da bancada governista, o que muda as contas.

Segundo Winter, haveria um descontentamento com o governo, por não atender às indicações feitas pelos parlamentares. “E também tem vereador que me deve”, ele alega.

Arlindo Rincos

Arlindo Rincos (PSD) diz que ainda não decidiu seu voto para a presidência e que vem conversando com os demais vereadores, para “ver o que podemos ter para o futuro”, diz ele.

Ele comenta que já há duas candidaturas confirmadas – de Ademar Winter e Marcelindo Gruner -, e acrescenta que um terceiro nome pode surgir.

Sobre a possibilidade de se colocar como candidato, Rincos diz logo que não. “Já fui uma vez e não quero mais”, afirma. Sobre seu voto, ele finaliza reforçando que “pode ser tanto para lá, quanto para cá”.

Anderson Kassner

O atual presidente do Legislativo, Anderson Kassner (PP) afirma que irá cumprir com sua palavra e manterá o acordo, votando em Marcelindo Gruner para sua sucessão no cargo.

Segundo o pepista, Gruner tem os sete votos da base governista, dos vereadores dos partidos PP, MDB e PTB, mais o oitavo voto de Isair Moser (PSDB).

Celestino Klinkoski

A respeito de sua votação para a presidência da Mesa Diretora, Celestino Klinkoski (PP) é direto: “Se eu vou ser vice do Marcelindo [Gruner] é claro que voto no Marcelindo”.

Segundo o pepista, a base já teria definido a composição dos demais principais cargos da Mesa: Klinkoski como vice-presidente e Isair Moser (PSDB) como 1º secretário.

No acordo de 2016, apenas as presidências foram definidas. “Mas o restante a gente costura como se quer”, declara.

Eugênio Juraszek

Eugênio Juraszek (PP) também deve manter o acordo da base. Ele afirma que seu voto será em Marcelindo.

A respeito da candidatura de Ademar Winter, o pepista diz que não vê preocupação e que acredita em fidelidade.

“Sabemos que tem umas conversas, mas tem que ter um pouco de consciência”, declara.

Isair Moser

Embora vereador pelo PSDB, partido da oposição, Isair Moser confirma que votará em Marcelindo Gruner (PTB) para o comando da Mesa.

Entre as motivações para apoiar a eleição de Gruner, o tucano avalia que o parlamentar “vem conduzindo bem” a vice-presidência e por isso “tem meu voto de confiança”, afirma.

Jackson Ávila

O vereador Jackson Ávila (MDB) também deverá manter o acordo firmado em 2016 para a eleição de Marcelindo em 2019.

Sobre a candidatura de Ademar Winter, ele comenta que é um direito do tucano, como parlamentar, mas que não muda seu voto, apoiando Gruner à presidência.

Ele anuncia, entretanto, que deverá fazer parte da Mesa Diretora, como vice-presidente, o que já estaria previamente definido.

Jaime Negherbon

Também mantendo o acordo, o vereador Jaime Negherbon (MDB) enfatiza seu voto em Marcelindo Gruner. “É o acordo que temos, orientado até pelos partidos.”

Sobre a candidatura de Ademar Winter, ele diz que não tem nada contra o tucano, e defende que o acordo deve ser mantido.

“Se o partido mandasse votar no Winter, eu votava, mas o compromisso é com o Marcelindo”, reforça.

Ronaldo de Souza

O vereador Ronaldo de Souza (PSD) ainda não definiu o voto. Ele afirma que está pensando nas duas possibilidades – Winter ou Gruner - e acrescenta que dificilmente deve sair uma “terceira via”.

“Se dois já é difícil, três é mais ainda”, diz o pessedista, em relação à dificuldade em obter os votos necessários – mínimo de seis.

No entanto, o parlamentar acredita que Marcelindo deve ser eleito, pelos votos que já teria garantido.

Sem retorno

O OCP também procurou Marcelindo Gruner e Pedro Garcia, por telefone, durante a tarde desta quarta-feira (28), mas não conseguiu contato.

 

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