O governo federal decidiu manter o regime de urgência do projeto de lei que trata da regulamentação do fim da escala de trabalho 6×1, o que continua limitando as votações no plenário da Câmara dos Deputados.
Segundo o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a proposta é considerada prioritária e, por enquanto, não há previsão para retirar a urgência da matéria. Com isso, a Câmara fica impedida de analisar a maior parte dos projetos, podendo votar apenas propostas de emenda à Constituição (PECs), projetos de decreto legislativo (PDLs) e requerimentos.
Para o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), a estratégia busca pressionar o Senado a avançar na análise da PEC que prevê o fim da escala 6×1, aprovada recentemente pelos deputados. Segundo ele, a medida serve para manter a mobilização em torno do tema e reforçar que a pauta continua sendo prioridade para o governo.
Pré-candidatos ao Senado em SC já movimentam disputa pelas duas vagas de 2026
Já a oposição critica a decisão. O líder oposicionista, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que o travamento da pauta reduz a capacidade de votação de outros temas relevantes e pode contribuir para um período de baixa produtividade legislativa. Ele também destacou a proximidade de eventos como a Copa do Mundo, as festas juninas e o recesso parlamentar, fatores que tradicionalmente diminuem a presença de parlamentares em Brasília.
Mesmo com as limitações, a oposição pretende apresentar propostas para votação, entre elas um projeto de decreto legislativo que busca derrubar decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionados à regulamentação das redes sociais.