Termina nesta quarta-feira (15) o prazo do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para decidir sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, sem que haja acordo entre os países.
As negociações enfrentam impasses, como a recusa do Brasil em discutir mudanças no Pix e a divergência sobre tarifas envolvendo etanol e açúcar. Os EUA defendem a redução de barreiras para seus produtos, enquanto o governo brasileiro resiste a incluir setores considerados estratégicos.
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Especialistas ouvidos apontam que a medida ocorre em um contexto mais amplo de política externa dos Estados Unidos, que busca maior alinhamento dos países da América Latina e redução da influência econômica de outras potências, como a China.
O governo brasileiro rebate as acusações de práticas comerciais desleais e avalia que a tarifa pode prejudicar a relação bilateral. Já representantes do setor produtivo defendem a manutenção de proteções, especialmente no caso do etanol, enquanto cobram a retirada de barreiras impostas ao açúcar brasileiro no mercado norte-americano.