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STJ inicia julgamento de Marco Buzzi por acusações de assédio sexual

Foto: Gustavo Lima/STJ

Por: Ewaldo Willerding Neto

06/08/2026 - 14:08 - Atualizada em: 06/08/2026 - 14:18

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou na manhã desta quinta-feira (6) o julgamento do processo administrativo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual por duas mulheres.

A sessão começou por volta das 9h15 e ocorre sob sigilo. O acesso ao plenário foi restringido pelo tribunal, que retirou assessores e chefes de gabinete do local. Buzzi acompanha o julgamento presencialmente, ao lado de seus advogados.

Os trabalhos começaram com a leitura do relatório elaborado pela comissão responsável pela instrução do processo. O grupo é formado pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva. Presidente da comissão, Salomão também é o relator do caso.

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Após essa etapa, as denunciantes e o Ministério Público terão uma hora para apresentar as sustentações orais. A defesa contará com o mesmo período. As partes e a comissão poderão utilizar materiais de áudio e vídeo durante as manifestações.

Encerradas as sustentações, será iniciada a votação. Salomão apresentará o primeiro voto. Na sequência, os demais ministros votarão conforme a ordem de antiguidade, começando pelo integrante mais novo da Corte.

Acusações e defesa

Uma das denúncias foi apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro. Ela acusa Buzzi de importunação sexual durante um banho de mar em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A segunda acusação partiu de uma ex-funcionária terceirizada do gabinete. Segundo o relato, ela teria sido submetida a toques sem consentimento e comentários de conteúdo sexual entre 2023 e 2025.

A defesa nega todas as acusações. Em relação ao primeiro caso, sustenta que depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos e perícias afastariam a denúncia.

Sobre a segunda acusação, os advogados afirmam que a rotina do gabinete e a presença constante de outras pessoas seriam incompatíveis com os fatos relatados.

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.