Antídio Lunelli (MDB) entra no quarto ano de mandato ganhando destaque na imprensa estadual. Citado como modelo de gestor que dá resultado, ele tem sido rotulado, inclusive, como uma opção viável para o governo de Santa Catarina em 2022.

Entretanto, alheio a essa badalação, Lunelli diz que seu foco é continuar entregando avanços e que a única eleição que tem na mira é a municipal, em outubro deste ano.

Na entrevista a seguir, o empresário que conseguiu levar para iniciativa pública conceitos que até então estavam restritos ao setor privado, afirma que ter um serviço público de qualidade é fundamental. Alfineta a oposição ao avisar que as obras vão continuar e diz que os bem informados e intencionados enxergam os avanços no município.

Conhecido por ser de uma exigência quase implacável, Lunelli avalia que fez muito, mas diz que gostaria de ter feito mais. Por isso, pretende disputar a reeleição.

Na visão do prefeito de Jaraguá do Sul, 2020 é um período de colheita, mas também de responsabilidade “de continuar semeando um futuro melhor para todos os jaraguaenses. Futuro pautado na eficiência da gestão pública, no respeito ao dinheiro do contribuinte, na ética e transparência.”

Lunelli ainda avalia o desempenho do presidente Jair Bolsonaro como positivo e diz que Carlos Moisés tem mostrado que apostar no escuro nas urnas pode custar caro.

Acompanhe a entrevista:

O senhor entrou no quarto ano de mandato. Quais são as prioridades para 2020?

Qualidade nos serviços e nas obras é a uma meta diária. E temos as entregas. Quando me propus a ser prefeito de Jaraguá do Sul tinha isso em mente, é para ser diferente, é para fazer gestão, ter coragem de fazer mudanças e, sobretudo, é para entregar melhorias à população. Estamos provando que o setor público pode ser exemplo de eficiência e boa gestão e que a política, quando coloca o bem público acima de tudo, acima de interesses pessoais, partidários e de um grupo ou outro, é o melhor instrumento de desenvolvimento. Agora no último ano de mandato temos muita coisa para entregar, a maioria projetos já iniciados. Temos muitas obras sendo finalizadas de pavimentação, a Avenida Via Verde será aberta, temos reformas em escolas, nas unidades de saúde, no Pama, no Centro Vida. Nossos novos parques serão totalmente finalizados. Na prevenção às cheias fizemos diversas obras, como Ponte do Beira Rio, Behling e na Via Verde. Teremos mutirões de exames e cirurgias. Fizemos concurso para contratar, sobretudo, professores e médicos. Também vamos dar início a novas obras, vamos fazer a ponte na Barra do Rio Cerro, um problema antigo que conseguimos resolver, a revitalização de Nereu Ramos, entre outros avanços importantes. Sei que a oposição está incomodada, ficam mandando videozinho em rede social, requentando mentiras, um monte de bobagem. Não tenho medo de falas de quem nunca produziu nada. Trabalho para quem trabalha. Também ficam dizendo que quando a eleição se aproxima as obras acontecem. O problema é que estão dizendo isso desde o segundo semestre de 2018 e vão continuar dizendo porque vamos continuar entregando.

O Executivo enviou à Câmara o projeto que acaba com recesso na Prefeitura entre os dias 22 de dezembro e 1º de janeiro e o projeto que cria novas regras para aposentadoria do servidor. Isso em ano eleitoral.

São questões de coerência, coerência com o que eu acredito, com a minha história e com a iniciativa privada. Já tentei aprovar o fim do recesso no ano passado, mas não deu certo. Eu respeito, mas discordo. Isso faz com que pela regra atual, na pratica, as férias da Prefeitura sejam de 40 dias, tá errado, não é justo. Já quanto á reforma na Previdência Social é uma questão de adaptar as regras ao que foi aprovado no Congresso e que já vale para servidores do governo federal e para todos os trabalhadores da iniciativa privada. Não temos outra alternativa ou vamos em alguns anos inviabilizar a aposentadoria de quem está trabalhando. Temos que ter responsabilidade, sem demagogia e populismos. Não tenho nenhum problema com os servidores, pelo contrário, tenho contra o sistema e mudo o que está ao meu alcance. Temos ótimos servidores na Prefeitura de Jaraguá do Sul e tanto reconheço isso que mais da metade dos cargos comissionados no meu governo é ocupada por servidor de carreira.

O senhor é candidato à reeleição?

Sim, devo ser. É importante que a gente consolide todas as mudanças que fizemos. Até porque na administração pública qualquer projeto ou mudança importante leva um ano para sair do papel. Assumimos a Prefeitura em uma situação extremamente difícil. O Dieter fez uma administração séria, sem escândalos, longe das páginas policiais, mas a crise econômica no país deixou reflexos duros aqui. Depois desses três anos, posso dizer que a realidade é outra em Jaraguá do Sul e só conseguimos isso com muita coragem. E sei que não é perfeita. Gostaria de fazer ainda mais, mas temos limitações da máquina pública para superar. E no jogo político democrático também temos que ceder. Agora é inegável para qualquer pessoa bem informada e intencionada que avançamos muito. Nossa capacidade de investimento estava muito baixa, hoje está em dois dígitos. Batemos recorde de pavimentação. Fizemos melhorias operacionais em todos serviços, na saúde, na educação. Temos os primeiros parques públicos da cidade. Deixamos a crise para trás. Somos referência em gestão pública. E vamos fazer mais.

O seu nome tem sido citado em diversos veículos do Estado como uma alternativa para o governo de Santa Catarina em 2022. Como vê isso?

Fico lisonjeado de ver Jaraguá do Sul ganhando esse destaque. Digo que ter um Estado e um país mais parecido como a nossa cidade seria maravilhoso. Porém, de maneira nenhuma estou focado nisso, meu foco está na entrega, nos resultados e depois mais pra frente na eleição municipal de outubro. Não vivo da política. É desgastante, é doação de tempo, de energia, de conhecimento. Faço porque acho importante um homem deixar seu legado, sua contribuição.

Como o senhor vê os governos de Carlos Moisés e Bolsonaro?

Bolsonaro está fazendo mudanças importantes, necessárias e está sendo coerente com o que defendeu na campanha. Concordo com as reformas, era o único jeito de tirar o Brasil do buraco, criar um ambiente econômico favorável e voltar a ter geração de emprego positiva. Ainda é preciso avançar muito mais. Bolsonaro se excede às vezes, eu também, mas é uma característica dos inconformados com sistema. Eu sou um inconformado. Sempre acho que dá pra fazer mais. Com Moisés eu penso que a situação é diferente. Pelo menos até agora se mostrou incapaz de resolver os problemas e até os problemas simples, como a SC-108. É impensável que uma obra emergencial seja tratada dessa forma. Não tenho absolutamente nada contra ele, mas Moisés precisa sair do gabinete, ouvir as pessoas, resolver as questões, mostrar a que veio. E aí digo que o eleitor precisa refletir e aprender. Todo mundo queria mudança, era um sentimento generalizado, mas arriscar no escuro não é a forma mais responsável de votar. É perigoso. Aventuras costumam custar caro. E quem paga é quem mais precisa, o cidadão.

Voltando para Jaraguá, mudanças impactantes estão acontecendo no trânsito. Qual sua avaliação?

Estamos atentos aos impactos. A avaliação é que algumas mudanças foram positivas. Não está pronto ainda. Isso gera um desconforto e nessas horas todo mundo é engenheiro de trânsito. Eu também tenho minhas opiniões pessoais, mas é importante levar em conta o que dizem os estudos e os profissionais capacitados. Agora, eu nunca tive compromisso com o erro, se sentirmos que em algum ponto não deu certo vamos voltar atrás. Cabe destacar que todas as alterações foram apontadas por técnicos especializados e por estudos criteriosos. Mesmo assim sempre há uma margem para um erro e se for o caso vamos corrigir, sem problema.

 

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