Antes mesmo da reunião desta sexta-feira (11) da CPI da Pandemia começar, o senador catarinense Jorginho Mello (PL) já dava uma amostra dos questionamentos que levaria à reunião do colegiado.

Em seu perfil no Twitter e também na reunião, ele questionou as motivações pessoais e políticas das duas testemunhas.

A CPI ouviu a cientista Natalia Pasternak, doutora em microbiologia, que também participa de fóruns de revisão científica e é ligada ao Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas da USP e o sanitarista Claudio Maierovitch.

 

Nas redes sociais, Jorginho disse que só faltou as testemunhas gritarem "Lula Livre".

O pronunciamento completo do senador pode ser visto aqui:

Após os questionamentos de Jorginho Mello (PL-SC), Natalia apontou que cientistas precisam se posicionar contra políticas públicas erradas: "Não é questão pessoal".

 

A carta de judeus questionada pelo senador trata-se de um manifesto, que conta com mais de 200 assinaturas, inclusive a dela. O documento, divulgado em maio, aponta “fortes inclinações nazistas e fascistas” no governo Bolsonaro.

Em resposta a Jorginho Mello, Pasternak esclareceu que assinou manifesto feito por cientistas e intelectuais judeus por estar preocupada com um "governo autoritário". A cientista integra o Instituto Brasil-Israel.