Foto Ilustrativa/Reprodução YouTube
Foto Ilustrativa/Reprodução YouTube

Em Massaranduba, ainda nos primeiros 20 dias de 2020, seis macacos já foram encontrados mortos com suspeita de febre amarela. Os animais foram localizados no Centro, Braço do Norte e Guarani Mirim.

De acordo com a técnica de enfermagem da Vigilância Epidemiológica, Valquíria Steilein, não foi possível identificar a espécie dos primatas, pois já estavam em estado avançado de decomposição. Por este motivo, os animais não foram encaminhados para análise.

"Os animais só vão para análise quando há possibilidade de apontar como foram mortos, através dos órgãos. No caso desses seis, não tem como confirmar a doença", ressalta.

No entanto, ela explica que o comportamento dos macacos pode ser um indício de febre amarela, já que eles se isolaram do grupo e se deslocaram para a região urbana. Segundo a técnica, quando esses animais são acometidos por "doenças mais naturais", eles vão para a mata fechada.

Macacos não transmitem a doença

Valquíria salienta que os macacos não são os transmissores da febre amarela, mas sua morte indica que o vírus está presente na região.

Diante dessa situação, a orientação da Vigilância Epidemiológica de Massaranduba é para que a população entre em contato com o órgão caso encontre algum animal morto, pelo telefone (47) 3379 – 8511. Além disso, recomenda que a comunidade evite o contato com esses animais.

 

 

A febre amarela é transmitida através da picada de mosquitos infectados com o vírus e a única ferramenta para a prevenção é a vacina.

"As pessoas devem procurar unidades de saúde para se vacinar. Idosos acima de 60 anos também têm direito à vacina. Eles passam por um checklist [lista de verificações] para ver se podem ser vacinados. É importante se proteger, pois estamos numa região de risco", alerta.

A vacina contra a febre amarela está disponível em todas as unidades de saúde do município. Até o momento, 99% do público-alvo (crianças a partir dos nove meses e até 60 anos) foram imunizados.

Alerta da Dive/SC

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), divulgou nesta segunda-feira, 20, uma nota de alerta sobre a febre amarela.

No documento, a diretoria pede que os profissionais de saúde fiquem atentos aos casos suspeitos da doença, orienta sobre a importância da vacinação e da notificação da morte ou adoecimento dos primatas.

“Em 2019, Santa Catarina registrou a expansão da febre amarela em seu território, com a confirmação de dois óbitos humanos e seis primatas acometidos pela doença. É fundamental a manutenção das ações de controle da doença, especialmente a vacinação das pessoas, já que estamos no período sazonal” alerta João Fuck, gerente de zoonoses da Dive/SC.

A medida ocorre depois de Santa Catarina registrar, nos primeiros 20 dias de 2019, 64 mortes em macacos com suspeita de febre amarela.

Os óbitos estão em análise no Instituto Carlos Chagas Fiocruz do Paraná, laboratório de referência para SC.

As notificações estão concentradas nas regiões de saúde do Planalto Norte (nos municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho) e Médio Vale do Itajaí (Pomerode, Blumenau e Timbó).

No ano passado, foram notificados 20 óbitos ao longo do mês de janeiro, porém nenhum deles foi confirmado para a doença.

*Com informações da Dive/SC

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram Jaraguá do Sul

Facebook Messenger