Levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo revelou os maiores salários do Brasil, dentro do serviço público, no período de um ano, entre agosto de 2024 e julho de 2025.. Dos 10 maiores, oito são integrantes do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Todos os servidores são aposentados. Conforme o órgão, os pagamentos seguem o que é estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e são referentes a indenizações que não foram pagas anteriormente.
A juíza aposentada Maria da Conceição Mendes ocupa o segundo lugar entre os maiores salários. Ela recebeu R$ 2,6 milhões no período analisado. O ganho médio mensal é de R$ 224 mil por mês.
A juíza teve o requerimento de aposentadoria aprovado em agosto de 2022. Do total recebido no ano, foram R$ 2,2 milhões por conta de ganhos de direitos eventuais, que incluem verbas retroativas e indenizatórias.
O terceiro maior salário da lista foi o do juiz José Clésio Machado, que teve a aposentadoria homologada em 2022, mas ainda recebe verbas indenizatórias e direitos eventuais. Durante o período analisado, o juiz recebeu R$ 2,59 milhões, sendo que os direitos eventuais contabilizaram um valor bruto R$ 2,39 milhões.
Ademir Wolff, também juiz aposentado, vem em terceiro lugar entre os catarinenses. Ele recebeu R$ 2,58 milhões em 12 meses, sendo que os direitos eventuais somam R$ 2,3 milhões.
Os servidores da Justiça catarinense têm direito a verbas como auxílios de alimentação e saúde, indenização por férias não gozadas e licença-prêmio, que permitem que os ganhos ultrapassem o teto. Ainda, o recesso remunerado, para servidores mais antigos, pode ser convertido em pagamento.
Veja a lista
- Maria de Nazaré Pires de Sousa Martins (MPRJ): 3,1 milhões
- Maria da Conceição dos Santos Mendes (TJSC): 2,6 milhões
- José Clésio Machado (TJSC): 2,5 milhões
- Ademir Wolff (TJSC): 2,5 milhões
- Marisa Cardoso de Medeiros (TJSC): 2,5 milhões
- Liene Francisco Guedes (TJSC): 2,5 milhões
- Nelma Glória Trindade de Lima (MPRJ): 2,4 milhões
- Ana Paula Amaro da Silveira (TJSC): 2,4 milhões
- Gilmar Antônio Conte (TJSC): 2,3 milhões
- Jaime Pedro Bunn (TJSC): 2,3 milhões