Saiba qual será a posição dos deputados federais e senadores de SC em relação ao governo Lula

Foto: Câmara dos Deputados

Por: Elisângela Pezzutti

06/12/2022 - 07:12

A reportagem do OCP News entrou em contato com todos os 16 deputados federais e com os três senadores que integrarão a bancada catarinense na Câmara e no Senado a partir de janeiro de 2023.

A eles foram feitas duas perguntas: O seu posicionamento no governo Lula será de apoio ou oposição? Seguirá sempre a orientação do seu partido na hora de votar os projetos ou poderá discordar dependendo do que estiver sendo votado?

Os deputados e senadores tiveram o prazo de quase de duas semanas para passarem as respostas à reportagem do OCP News, apesar do prazo extenso, não obtivemos retorno do senador Esperidião Amin (PP), dos deputados federais Ricardo Guidi (PSD), Carmen Zanotto (Cidadania) e da vice-governadora e deputada federal eleita, Daniela Reinher (PL).

Confira as respostas a seguir:

Senador Jorge Seif (PL) – “Não há dúvida que serei oposição. As pautas da esquerda confrontam em sua totalidade com minhas crenças, meus ideais e princípios. Os catarinenses, em sua grande maioria (70%), não escolheram o PT para governar o nosso estado nem nosso país.

“Não creio que o PL mudará de lado. Mas, caso ocorra, me manterei fiel às bandeiras que me elegeram senador: liberal na economia, conservador nos princípios, defensor da liberdade de crença, do empreendedorismo como mola propulsora da nação, da liberdade de expressão, na defesa da integralidade da Constituição Federal e das leis, na defesa da família como célula e pilar fundamental da sociedade e na defesa dos valores judaico-cristãos, os quais são a base da cultura ocidental.”

Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa

 

Senadora Ivete da Silveira (MDB) – “Estarei sempre ao lado do povo catarinense e o meu mandato será para melhorar o Estado de Santa Catarina.”

Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa

 

Deputado federal Rafael Pezenti (MDB) – “Farei oposição ao Lula, independentemente do posicionamento que meu partido vier a ter.”

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Deputado federal Carlos Chiodini (MDB) – “A minha posição é pelo bem de Santa Catarina, e o meu posicionamento seguirá como tenho feito nesses últimos quatro anos, dando apoio às pautas positivas. A exemplo, inclusive, do que acontece no nosso Estado, que também deve evoluir em conversa com o novo governo.”

“Meu posicionamento sobre as pautas que discutirmos na Câmara dos Deputados é, e seguirá sendo, de acordo com as minhas percepções sobre cada matéria. Nunca deixei de votar com o governo sempre que tive o entendimento de ser o melhor para o Brasil. Não se trata de compor governo ou não, trata-se de um olhar crítico sobre o tema.”

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Deputado federal Daniel Freitas (PL) – “Sempre serei oposição em se tratando de esquerda. Minha visão e critérios divergem de forma abissal de qualquer político esquerdista, ainda mais se tratando do Lula, que foi condenado em várias instâncias por corrupção.”

“Os cidadãos nos elegem como seus representantes no Congresso Nacional para defendermos e contribuirmos através de projetos de leis para melhorar a qualidade de vida das pessoas e do país como um todo. Serei oposição sim, mas cada projeto terá um olhar crítico e aprofundado. Não farei como a esquerda que, mesmo quando o projeto beneficiava os cidadãos, votavam contra simplesmente por serem oposição, como foi o caso por exemplo, do Marco do Saneamento.”

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Deputada federal Ana Paula Lima (PT) – “Eu faço parte da base do governo Lula e tenho certeza absoluta de que vai ser um governo que vai trabalhar de forma consistente para recuperar tudo aquilo que o Brasil perdeu nos últimos seis anos de política pública que prejudicou a vida dos brasileiros. Então, a tarefa agora é melhorar muito a vida das pessoas restabelecendo as políticas públicas como saúde, educação e segurança alimentar para todos.”

“O lado do meu partido é o lado dos trabalhadores e do povo brasileiro. Eu farei tudo que for importante, e o partido com certeza vai estar alinhado com isso para que a gente possa de fato voltar a ser feliz no Brasil. Faremos tudo o que for possível e necessário para reestabelecer um tempo de esperança e prosperidade para todos.”

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Deputado Ismael (PSD) – “Fui eleito por 110.531 catarinenses que esperam de mim coerência com os meus compromissos de campanha. Isto significa ter discernimento para votar pelo bem do país, sem abrir mão, em momento algum, da minha linha conservadora. Talvez, neste estágio da caminhada, o termo mais adequado seria o de ‘oposição técnica’.”

“A minha experiência de três mandatos como vereador e outros três como deputado estadual, me dão uma certa segurança para equacionar as votações. Ao longo destes anos, fui parlamentar tanto na situação quanto na oposição. Portanto, seguirei as orientações do PSD sempre que for bom para o Brasil e para os brasileiros, mas não terei nenhum constrangimento em dizer ‘não’ quando perceber ameaças aos valores e princípios que sempre defendi e que me trouxeram até aqui.”

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Júlia Zanatta (PL) – “Serei oposição e decidirei (os votos) de acordo com os meus valores e princípios e com aquilo que me comprometi durante a campanha.”

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Gilson Marques (Novo) – “Serei oposição. O Novo foi o primeiro partido que já se declarou oposição ao governo Lula. A posição do partido na Câmara é sempre definida pela sua bancada.”

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Fábio Schiochet (União Brasil) – “Primeiro, o meu posicionamento sobre esse novo governo é de oposição, uma vez que, desde 2019, como deputado federal no primeiro mandato, e agora com o segundo mandato, venho tendo uma postura de apoio ao governo Jair Bolsonaro. E, tendo o apoiado por quatro anos, o meu posicionamento continua sendo de oposição ao governo Lula.”

“Se o meu partido se decidir por um lado – ser oposição ou se manter neutro – eu vou seguir sendo um deputado de oposição às ideias de esquerda, não oposição ao país. Então, eu vou continuar mantendo o meu posicionamento de oposição ao governo de esquerda, oposição às ideologias de esquerda, e, de forma muito consciente, trabalhando com a responsabilidade que tem um deputado federal.”

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Pedro Uczai (PT) – “Serei um parlamentar de situação e respeitarei sempre a decisão da minha bancada para me posicionar nas votações.”

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Caroline de Toni (PL) – “Serei oposição, sem sombra de dúvidas. Meu posicionamento será de oposição a qualquer eventual governo de esquerda no Brasil, em especial nas pautas nefastas defendidas por seus integrantes.”

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Zé Trovão (PL) – “Serei uma forte oposição ao governo Lula. Seguirei o partido em suas orientações, desde que elas não venham contra os anseios da sociedade. Votarei projetos de acordo com a necessidade das pessoas e não do partido.”

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Jorge Goetten (PL) – “Eu quero trazer resultados para Santa Catarina. Quero me sentir útil para o nosso estado, para a nossa gente. Mas, ao mesmo tempo, eu serei leal ao meu partido, acompanhando as suas orientações. O PL será oposição ao governo, então eu serei oposição.”

“É claro que eu, como todos os parlamentares, tenho a prerrogativa. Quando as matérias em votação forem contra os meus princípios, contra pautas que eu defendo, eu conversarei internamente com o meu líder, com o presidente do partido, mas eu vou votar a favor da minha consciência e a favor das pautas que eu defendo.”

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Deputado federal Valdir Cobalchini (MDB) – “Serei sempre a favor de Santa Catarina e do Brasil, com respeito à soberania do voto. Desejo que o Jorginho Mello e o presidente eleito Lula façam um trabalho pensando em solucionar os problemas existentes. Estarei junto, à disposição para trabalhar em nome da nossa gente. Entendo que agora é o momento de unirmos esforços para superar os desafios do nosso Brasil e de nosso estado.

“Sempre defendi o diálogo como forma para se chegar a um melhor entendimento. Em Brasília não será diferente. Por uma questão de coerência, defenderei meus princípios, respeitando a confiança dos catarinenses que me elegeram. Embora eu tenha partido e siga a sua orientação, jamais votarei contra Santa Catarina e contra as bandeiras que defendo.”

Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa