Promover o adensamento da área central, criar outras quatro novas áreas industriais e, paralelamente, atrair empreendimentos de tecnologia são as próximas metas para o crescimento de Schroeder. Com a revisão do Plano Diretor, previsto para ser finalizada em março, a Prefeitura do município deverá enquadrar a legislação às novas demandas apontadas na cidade A última audiência pública para debater o diagnóstico, feito em parceria com a PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), ocorreu em dezembro e agora estão sendo alinhadas ao projeto as sugestões apresentadas pela comunidade. Apesar das propostas não serem definitivas, o secretário de Finanças, Elmer Quadros, afirma que a principal mudança é no desenho das áreas que compõe o município. Uma das principais alterações definidas é a descentralização das áreas destinadas a empresas e indústrias, que hoje podem se instalar exclusividade no bairro Schroeder I. Serão delimitadas outras quatro áreas para receber empreendimentos com baixo impacto ambiental. De acordo com o prefeito Osvaldo Jurck, os pontos que tem potencial ficam nas localidades Braço do Sul, Rancho Bom, Duas Mamas e no bairro Bracinho. “A atual área permanece para empresas maiores e é importante pela facilidade de acesso à BR-280. Nos demais bairros vamos avaliar com a comunidade a implantação de condomínios industriais com risco de poluição zero. Para não criar problema de tráfego e crescermos de forma mais equilibrada”, pontuou o prefeito. Ainda para incrementar o desenvolvimento econômico, a administração municipal projeta a abertura de um escritório de inovação, uma espécie de incubadora para atrair o setor de tecnologia. A intenção é aproveitar a abertura do Centro de Inovação e do Centro UP, em Jaraguá do Sul. “Isso vai respingar nos outros municípios e é importante a gente aproveitar esse momento. Se pegar Florianópolis como exemplo, antes se vivia de turismo e funcionalismo público. Hoje tem um polo fortíssimo de tecnologia que levanta uma boa parte da arrecadação do município”, avalia Quadros. O Plano Diretor não deve trazer muitas mudanças nas zonas urbana e rural. O secretario afirma apenas que serão “redesenhados” alguns limites sem alterar as proporções. A ideia é estimular o aproveitamento da área central, com mudanças na Lei de Zoneamento, que irá pontuar particularidades para esse crescimento. O secretário explica que hoje não há distinção entre a ocupação do espaço no Centro e em outras localidades. “Existe a denominação, mas não uma lei de bairros”, explica. A Prefeitura deverá aumentar o patamar de construção, atualmente restrito ao máximo de oito pavimentos na Rua Marechal Castelo Branco, para dez pavimentos em todo o centro. Outra proposta é aplicar o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) progressivo, um instrumento que aumenta anualmente os encargos para proprietários com imóvel urbano pouco ou não aproveitado.