Taxa de renovação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina é de 55% | Foto Carlos Killian/Agência AL

Taxa de renovação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina é de 55% | Foto Carlos Killian/Agência AL

Mais da metade das 40 vagas da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) serão ocupadas por novos deputados estaduais na próxima legislatura. A partir de 1º de fevereiro de 2019, 22 novos deputados se juntarão aos 18 parlamentares reeleitos no domingo passado.

Com o resultado do último pleito, do dia 7 de outubro, a taxa de renovação no parlamento estadual foi de 55% em 2018. Nas eleições de 2014, a renovação foi menor, de 47,5%, quando 23 deputados foram reeleitos e 17 eram novos parlamentares.

A taxa de renovação de 55% é a maior desde 2002, segundo levantamento da Alesc. O índice é explicado também pela quantidade de deputados da atual legislatura que não disputaram a reeleição neste pleito: foram 11 parlamentares que concorreram a outros cargos ou decidiram não participar destas eleições.

Mandatos

Dos 22 novos deputados estaduais para a próxima legislatura, apenas um já havia tido mandato parlamentar na Casa, como titular da vaga, sendo os deputados de primeiro mandato – 21 deles - a maioria na Alesc, a partir do próximo ano. No entanto, três novos eleitos já tiveram alguma experiência como parlamentares na Alesc, como suplentes, e exerceram o mandato temporariamente.

Na outra ponta, o deputado que mais tem mandatos consecutivos na Casa foi reeleito para o sétimo mandato. Romildo Titon (MDB) entrou na Alesc em 1995 e deve seguir no parlamento até 2023. Em 2013, o nome do deputado foi ligado a denúncias na operação denominada Fundo do Poço, que fraudava licitações de poços artesianos.

Representação feminina

O número de deputadas estaduais aumentou de quatro para cinco parlamentares para a próxima legislatura. No entanto, a representatividade feminina ainda é baixa: são 12,5% contra 87,5% de deputados homens.

A avaliação da Alesc é que o número de parlamentares mulheres pode aumentar no decorrer dos próximos quatro anos. A coligação formada por MDB e PSDB tem duas mulheres como primeiras suplentes, que podem ocupar a vaga em eventuais saídas dos titulares.

Faixa etária

A maioria dos deputados estaduais catarinenses (70% da Casa) tem entre 40 a 60 anos, e a média de idade é de 50,5 anos, no momento da posse. Segundo dados da Alesc, a média de idade da próxima legislatura é alguns meses mais jovem que a atual, que assumiu em 2015. A média de idade era de 51 anos na época.

O parlamentar mais jovem será a deputada Ana Caroline Campagnolo (PSL), que terá 28 anos em 1º de fevereiro do ano que vem, quando se inicia a nova legislatura. Já o deputado mais idoso, será Moacir Sopelsa (MDB), com 72 anos, que segue para o sexto mandato.

Profissão

De acordo com o levantamento da Alesc, entre as profissões com maior representação na Casa, os deputados que são advogados ou tem formação em direito são a maioria, com 12 representantes da área.

A segunda ocupação mais frequente é a de administrador, com seis representantes, seguido por quatro empresários e três professores.

Há também outros profissionais, como educador físico, músico, dentista e técnicos agrícolas. O levantamento ainda mostrou que caiu o número de médicos na Casa, profissão que sempre teve boa representação.

Na próxima legislatura, será apenas um médico, o deputado estadual da região, Vicente Caropreso (PSDB). Os militares estaduais, por outro lado, contarão com dois deputados.

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