Reforma ministerial deixa mais R$ 6 bilhões nas mãos do “Centrão”

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por: Pedro Leal

08/09/2023 - 09:09 - Atualizada em: 08/09/2023 - 10:03

Com a reforma ministerial do governo Lula, Republicanos e PP entram de vez na Esplanada dos Ministérios. Segundo dados extraídos do PLOA de 2024, enviado pela gestão federal ao Congresso, as pastas somam R$ 6 bilhões do Orçamento para o ano que vem.

As informaçõe são da CNN.

Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) comandará Portos e Aeroportos, que conta com R$ 5,4 bilhões do Orçamento, enquanto André Fufuca (PP-MA) estará à frente do Esporte, de R$ 607 milhões.

O acordo do governo com o chamado Centrão ainda não está fechado. Há expectativa ainda de que façam parte do entendimento a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que terá Orçamento de R$ 2,8 bilhões em 2024, e a Caixa Econômica Federal.

Banco público, a Caixa faz parte da operação de programas federais como o Minha Casa, Minha Vida, o Auxílio Gás e outros benefícios regionais. No último trimestre, a carteira de crédito da instituição superou R$ 1 trilhão. O patrimônio líquido ficou em R$ 121 bilhões.

A operação da Caixa não pode ser comparada ao de um Ministério, até por isso os termos do acordo não estão fechados. Segundo apuração da CNN, o governo Lula concorda em ceder a presidência do banco, mas há impasses em relação às vice-presidências. O petista insiste, por exemplo, em manter a vice de Habitação.

Três partidos do chamado Centrão já comandam pastas na Esplanada desde o início do governo Lula: PSD, União Brasil e MDB. O MDB acumula o maior corte do orçamento: cerca de R$ 81,7 bilhões. Jader Filho está à frente do Ministério das Cidades (R$ 57,4 bilhões); Renan Filho, dos Transportes (R$ 20,9 bilhões); e Simone Tebet, do Planejamento (R$ 3,3 bilhões).

O PSD aparece na sequência, à frente de pastas que acumulam R$ 19,6 bilhões. Carlos Fávaro comanda a Agricultura (R$ 10,5 bilhões); Alexandre Silveira, Minas e Energia (R$ 8,8 bilhões); e André de Paula, a Pesca (R$ 300 milhões).

Já o União Brasil, que também comanda três pastas, fica com R$ 7,7 bilhões. Waldez Góes está à frente do Desenvolvimento Regional (R$ 5,4 bilhões); Juscelino Filho, Comunicações (R$ 1,9 bilhão); e Celso Sabino, o Turismo (R$ 270 milhões).

Vale destacar que a cifra total de cada pasta não é um reflexo de seu potencial econômico. O Orçamento contém minúcias, como percentuais de despesas vinculadas e discricionárias, além de outras variáveis de natureza política.