A convite do vereador Anderson Kassner (PP), a presidente da rede Darcy Tomaselli Bertoldi apresentou a situação da ONG aos demais parlamentares, durante a sessão de ontem. Atualmente, a rede feminina faz o acompanhamento de mais de 100 pacientes oncológicas e de suas famílias, oferecendo apoio e inclusive orientação jurídica. A entidade possui equipe própria de profissionais contratados diretamente e também contrata a prestação de serviços terceirizados, assim como conta com profissionais voluntários. Além de atendimento e serviços de prevenção ao câncer de mama e de colo do útero e tratamento oncológico, a rede também oferece tratamentos terapêuticos complementares, como acupuntura e reiki.
Rede pediu o apoio dos vereadores para a ampliação do direito à passagem gratuita | Foto Eduardo Montecino 
A presidente relatou que as pacientes em tratamento de radioterapia e quimioterapia têm direito a passe gratuito no transporte coletivo para fazer o tratamento. Contudo, a isenção não cobre a passagem das pacientes que já passaram pelos tratamentos oncológicos, mas que precisam continuar com os procedimentos terapêuticos de acompanhamento pós quimioterapia e radioterapia, igualmente importantes, conforme apontou a presidente. “O pós radio e quimioterapia é muito longo ainda, pelas sequelas que ficam elas (pacientes) precisam fazer acupuntura, reiki, terapia psicologia. E elas não conseguem mais, ficou muito caro o passe para elas”, contou Darcy. Sem condições de bancar todas as passagens, continua a presidente, as pacientes acabam optando por apenas uma terapia, abrindo mão das outras. Pela importância do acompanhamento, a rede pediu o apoio dos vereadores para a ampliação do direito à passagem gratuita também a estas pacientes. Apoio financeiro da comunidade A respeito das receitas da entidade, a presidente informou que entre as principais estão o repasse mensal de R$ 14,4 mil do Município, e os valores arrecadados através do café beneficente Tarde Cor-de-Rosa e as ações do Outubro Rosa. Além disso, a rede conta com as contribuições feitas pela população por meio das contas de energia elétrica e água, que giram em torno de R$ 1,8 mil por mês. O brechó da entidade também ajuda na arrecadação da instituição. Diante da quantidade de serviços oferecidos de forma gratuita à comunidade, seja pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ou até mesmo custeado com recursos próprios da rede, e pelas dificuldades de manter o atendimento às pacientes e familiares, os vereadores destacaram a necessidade de maior engajamento da população na contribuição com a rede. Os parlamentares também se colocaram à disposição para contribuir com o que for possível.