Apenas quatro meses depois de ser preso com dinheiro na cueca, o empresário Renildo Evangelista Lima fechou um contrato de R$ 15,8 milhões com o Ministério da Saúde – as informações são da coluna de Paulo Capelli no portal Metrópoles.
Renildo foi preso após uma denúncia de compra de votos. Dono da Voare Táxi Aéreo, ele é casado com a deputada federal Helena Lima (MDB-RO).
O acordo tem duração de 12 meses, para a prestação de transporte aéreo ao Sistema Único de Saúde (SUS) na Terra Yanomami, no Norte. O
Nas redes sociais, a parlamentar exibe proximidade com o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e com a antecessora dele, Nísia Trindade, que permaneceu na pasta até fevereiro.
A empresa alega que a operação da Polícia Federal que flagrou Renildo Lima e mais cinco pessoas com R$ 500 mil foi “ilegal”.
Em sua última prestação de contas, a então candidata Helena da Asatur declarou um patrimônio de R$ 10,9 milhões e informou também deter 10% da Voare. Ela obteve 10.742 votos e recebeu R$ 350 mil do marido em doações eleitorais.
Com contratos em vigor que somam R$ 164 milhões com a Voare, o Ministério da Saúde é o maior cliente da empresa no âmbito do governo federal. Em seguida, vem a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que fechou um negócio de R$ 46 milhões em junho de 2024, pouco antes da prisão de Renildo Evangelista Lima. O Ministério da Defesa, por sua vez, possui valor contratado na casa de R$ 1 milhão.
No total, a Voare já recebeu R$ 610,6 milhões da União. Foi beneficiada com isenções fiscais de R$ 11,5 milhões e obteve R$ 3,1 milhões por meio de emendas parlamentares.