Além da duplicação da BR-470, outra novela com indefinições e incertezas se arrasta na região, desta vez envolvendo o Governo do Estado: as obras de prolongamento da Via Expressa, em Blumenau, entre a BR-470 e o início da serra da Vila Itoupava.

O tema foi debatido na noite desta segunda-feira (1), durante audiência pública promovida pela Comissão de Transporte e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa, no Clube de Caça e Tiro da Itoupavazinha.

Na ocasião, lideranças políticas tentaram extrair do secretário de Estado da Infraestrutura, Carlos Hassler, informações como a definição do traçado e o cronograma de execuções, mas sem muito sucesso.

Estudo sobre os custos das obras

Durante o encontro, Hassler afirmou que está revisando a planilha de custo das obras e que os serviços do primeiro lote, que abrange uma extensão de 1,8 km entre a BR-470 e a rua Guilherme Scharf, estão sendo reiniciados após quase dois anos de paralisação.

“Estamos estudando, os custos não me convencem, mas não está parada. A prova mais concreta é o elevado da Guilherme Scharf ter iniciado. Assim que equacionarmos os problemas das outras partes do projeto, vai ser retomada a execução efetiva da obra”, prometeu o secretário.

Com relação aos 15,5 quilômetros restantes do projeto, entre a rua Guilherme Scharf e a serra da Vila Itoupava, o representante do governo estadual não apresentou um panorama otimista. “O trecho seguinte preocupa, custa R$ 10 milhões o quilômetro, mais 15 obras de arte, entre pontes e viadutos, que ainda não foram licitadas, nem os projetos”, afirmou.

A falta de perspectiva para a conclusão das obras incomodou autoridades locais presentes na audiência. De acordo com elas, a indefinição e a demora restringem o crescimento econômico da região. Mais uma batalha que, assim como a BR-470, deve se arrastar por um bom tempo.

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