“Não há possibilidade”, afirmou o prefeito Antídio Lunelli (PMDB) a respeito dos pedidos dos servidores públicos e da classe artística de Jaraguá do Sul para a retirada dos projetos que preveem cortes no vale-alimentação de servidores e no Fundo Municipal de Cultura. “Porque são medidas necessárias e terão que ser tomadas. Senão, vai faltar dinheiro na Saúde, na Educação, para o pagamento da folha dos servidores, vai acontecer o que aconteceu no Rio de Janeiro, Espírito Santo”, justifica o prefeito, referindo-se aos atrasos de salários nestes estados. Entenda: Servidores públicos querem renegociar pacote de cortes com Executivo Quanto a uma possível mudança nas propostas das matérias, sobretudo no PL do Fundo de Cultura, Lunelli reforça que todos os projetos precisam ser aprovados da forma como foram protocolados na Câmara, a fim de garantir o equilíbrio financeiro do Município. A Prefeitura tem o desafio de administrar as contas que hoje apontam um déficit de R$ 63 milhões, contando R$ 25 milhões deixados em aberto da gestão passada. Questionado sobre a destinação dos recursos do Fundo de Cultura para o Esporte, o mandatário reafirma que o saldo será utilizado para o pagamento das contas. “Na verdade é o seguinte, estamos fazendo uma gestão com justiça social, não dá para atender a todos”, declara Lunelli. Leia mais: Classe artística promove novo ato contra o fim do Fundo da Cultura O prefeito salienta ainda que, mesmo com as medidas de cortes já anunciadas, elas ainda não serão suficientes para cobrir o déficit. O pacote de cortes estima uma economia de R$ 20 milhões em doze meses, e o saldo atual do Fundo de Cultura é de R$ 1,7 milhão. Lunelli adianta que novas medidas serão tomadas. “Existem outros setores a serem analisados, estamos avaliando contratos, olhando tudo com lupa”, diz. Além dos cortes, a Administração trabalha para aumentar a arrecadação municipal. Juntamente com os projetos que atingem os servidores públicos e a classe artística, a Prefeitura também protocolou duas matérias que podem incrementar a receita: o projeto de lei complementar (PLC) 4/2017, que regulamenta o protesto de dívida ativa do Município – que são os valores em débito pelos contribuintes -, e o PLC 1/2017, que concede Alvará de Licença de Atividade a algumas atividades econômicas de baixo risco e sem necessidade de local físico, entre outros critérios.