Uma projeção feita por Jair Bolsonaro em julho de 2025 ficou próxima do resultado obtido pelo Partido Liberal (PL) nas eleições de 2026. Em entrevista ao Poder360, realizada em 15 de julho do ano passado, o ex-presidente estimou que a legenda poderia eleger cerca de 120 deputados federais e pelo menos 20 senadores.
Após a eleição, o PL conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados e elegeu 19 senadores. Com isso, o partido chegou a 140 congressistas eleitos, número que corresponde à soma exata das 120 vagas para deputados e 20 para senadores projetadas por Bolsonaro. A diferença ficou em um deputado a mais e um senador a menos em relação à previsão específica.
A bancada do PL também ganhou força no Congresso. Na Câmara, o partido terá 121 dos 513 deputados, o equivalente a 23,6% das cadeiras. Em 2022, a legenda havia eleito 97 parlamentares.
No Senado, o PL elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos em 2026. Somados aos nove parlamentares da legenda que já têm mandato até 2030, o partido deverá chegar a 28 senadores a partir de 2027, caso a composição prevista seja mantida. O número representa a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988.
Apesar do crescimento, os 28 senadores não são suficientes para garantir maioria própria no Senado, que possui 81 integrantes. Para alcançar maioria absoluta, são necessários 41 votos.
Carlos Bolsonaro em Santa Catarina
Na mesma entrevista de 2025, Jair Bolsonaro citou o filho Carlos Bolsonaro como possível candidato ao Senado por Santa Catarina. A candidatura foi confirmada em 2026, e Carlos acabou eleito para uma das duas vagas destinadas ao Estado.
Carlos Bolsonaro recebeu 2.041.840 votos. A outra vaga ficou com Caroline de Toni, também do PL, que obteve 2.694.918 votos e terminou como a candidata mais votada para o Senado em Santa Catarina. Os dois assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.
Durante a entrevista de 2025, Bolsonaro também defendeu a formação de um Congresso mais alinhado às suas posições políticas e afirmou que um Senado fortalecido poderia atuar como instrumento de equilíbrio entre os Poderes.