Em reunião realizada nesta quinta-feira (25), os prefeitos do Médio Vale do Itajaí manifestaram interesse na aquisição de vacinas contra a Covid-19. A ideia é que isso aconteça caso não seja cumprido o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, ou que o Ministério da Saúde não forneça doses a tempo e em quantidades suficientes para imunizar a população.

A deliberação dos prefeitos respeita a decisão liminar do ministro Ricardo Lewandowski, referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou os estados e municípios a importar e distribuir vacinas registradas por pelo menos uma autoridade sanitária estrangeira. Além disso, o Senado Federal aprovou, nesta semana, o projeto de lei que autoriza os entes governamentais e o setor privado a adquirirem o imunizante.

Conforme o presidente da AMMVI e prefeito de Gaspar, Kleber Wan-Dall, a entidade e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Vale do Itajaí (Cisamvi) já estão buscando alternativas para que os municípios possam adquirir o imunizante.

 

“Embora o Ministério da Saúde, por ora, tenha prioridade na compra das vacinas, a manifestação da região pela compra é possível e pode abrir caminhos para soluções que permitam a retomada segura das atividades econômicas e a preservação da vida da população”, ressalta Wan-Dall.

 

Neste mês, a Comissão Intergestores Regional de Saúde (CIR), que reúne os secretários municipais de saúde, enviou ofício à Federação Catarinense de Municípios (Fecam) mostrando interesse em participar das negociações com possíveis fornecedores de doses contra a Covid-19.

 

“A compra por vacinas é uma medida já pacificada entre os prefeitos. Além disso, cada município está avaliando novas medidas restritivas e vamos tentar unificar ações na região, pois precisamos inibir a transmissibilidade do vírus”, explica o presidente da AMMVI.

 

Outra preocupação apresentada na reunião foi a lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais da região. Os prefeitos já estão reivindicando novos leitos, no entanto, há falta de profissionais de saúde para preenchimento das vagas.

*Com informações da Assessoria de Imprensa