O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) é acusado de estupro por uma ex-servidora pública comissionada, num ato que teria acontecido em 2019, dentro da sala do secretário de Turismo da Capital. O fato está registrado em Boletim de Ocorrência lavrado em 9 de outubro deste ano, na 6ª Delegacia de Polícia da Capital.

O caso já foi encaminhado para a Justiça e aguarda manifestação da Procuradoria Geral do Ministério Público, que tem atribuição para abrir investigação contra o prefeito, por conta da prerrogativa de foro.

Laudos psiquiátricos

A mulher, de 46 anos, acusa no BO que os abusos começaram em 2017, quando o prefeito tentou “tocar as partes íntimas”. Em 2018, Gean a teria trancado na sala do secretário de Turismo e praticado a conjunção carnal.

Segundo ela, os atos não foram denunciados antes porque ela ficou em pânico e com medo das conseqüências em função do cargo de Gean. De acordo com o relato, ela começou a ter crises de pânico, tanto que procurou um médico especialista.

A ex-comissionada já apresentou um laudo psiquiátrico em que dois profissionais relatam o histórico de depressão da mulher.

Ainda segundo o BO, a mulher gravou o último ato ocorrido em 10 de outubro de 2019, segundo ela, dentro da sala do secretário de Turismo. Imagens entregues à polícia confirmam a conjunção carnal e também mostram que o prefeito esteve no prédio naquele dia. Ela se comprometeu à polícia em entregar as imagens ao poder judiciário.

A defesa de Gean

Em nota, a assessoria do prefeito sugere que a acusação é uma “armação política”; que o prefeito ainda não foi notificado e de que “mais informações serão entregues aos responsáveis pela investigação quando da notificação do prefeito sobre o assunto”.

 

Confira a nota

“Caros, segue o posicionamento oficial do prefeito Gean sobre a denúncia que tomamos conhecimento no dia de ontem, 28 de outubro de 2020, através da imprensa.

É importante destacar algumas informações: 1. apesar de o boletim de ocorrência ser datado do dia 09 de outubro de 2020, o prefeito ainda não foi notificado ou tinha conhecimento do mesmo até surgir nas redes sociais. 2. O boletim narra uma denúncia de um suposto assédio há 1 ano, mas que só foi denunciado agora, no período eleitoral. Mais informações serão entregues aos responsáveis pela investigação, quando da notificação do prefeito sobre o assunto, que neste momento, ao que tivemos conhecimento, está em segredo de justiça.”

 

 

 

 

 

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