A Comissão Especial Temporária de Revisão Legislativa da Câmara de Criciúma recebeu ontem representantes da ACIC, CDL, Igreja Católica, Sindilojas, Sindicato dos Mineiros e Forcri para debater o feriado de Santa Bárbara, comemorado em 4 de dezembro. O tema foi sugerido por entidades do município e já discutido pelos vereadores em outras ocasiões.

O presidente da CDL, Tiago Colonetti Marangoni, defendeu a mudança no feriado. “Sou um devoto da Santa, minha empresa é no bairro, mas é um assunto muito importante, temos mil associados que levantam essa bandeira. É um feriado no final do ano, que trava o sistema, há uma ruptura na cadeia de produção e essa demanda vem dos nossos associados, é bom estar aqui e falar sobre isso, para amadurecer essa questão”.

“Em nome da economia, nós não tivemos nem isolamento decente. A cidade deve seu início ao carvão, aos trabalhadores, não devemos sacrificar a historia da cidade em prol da economia, não podemos esquecer dos trabalhadores que deram a vida pela cidade. Não podemos deixar isso passar em branco, a cidade foi fundada no carvão”, declarou o presidente do Sindicato dos Mineiros, Djonatan Matei Elias, o “Pirigueti”.

Representando as lideranças da Igreja Católica na região, o padre Antônio Vander participou da reunião. “Não queremos travar animosidades com setores da nossa cidade, trabalhamos em uma cadeia de relações. Há 72 anos temos o feriado religioso na cidade. Não podemos esquecer do hino de Criciúma, grande parte dos nomes dos bairros estão ligados ao carvão, carvão não é a Santa Bárbara, mas não são coisas distantes. Não podemos olhar o ser humano somente pelo viés do cifrão, devemos olhar pelo todo, por aquilo que ele é, por aquilo que ele merece. O dia 4 é a manifestação de uma história, de uma cidade, de um povo”, ponderou o Padre.

“Acredito que esse debate que ocorreu hoje surgiu para levantar algumas ideias importantes, ideia de turismo, turismo religioso, oportunidades de geração de negócios, comercialmente falando, dentro do próprio feriado da padroeira dos mineiros, um trabalho de resgate da história para a cidade, temos que organizar as ideias para fazer os encaminhamentos com aquilo que a gente pode levar adiante para tornar eficaz o que viemos discutindo. Há necessidade de todos os lados terem que buscar iniciativas”, explicou o vereador relator da Comissão, Júlio Kaminski (PSL).

O presidente, vereador Nícola Martins (PSDB), mediou o encontro que contou com a participação dos vereadores participantes da frente. As análises de mérito da comissão especial ocorrem semanalmente às terças-feiras.