Em tratamento contra uma diverticulite que o deixou hospitalizado durante quatro dias ao fim de outubro, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), disse estar bem, apesar das dores causadas pelos efeitos colaterais dos medicamentos. Em conversa com a coluna, em sua vinda a Jaraguá do Sul na manhã desta quinta-feira (9) não negou nem confirmou a data de sua possível renúncia para concorrer, mas nos bastidores não há dúvida que o governador se prepara para deixar o cargo em abril, limite previsto pela legislação eleitoral para quem deseja concorrer. Sobre as alianças e o cenário político, com a calma que lhe é tradicional, Colombo resumiu que é preciso construir pontes e deixar a água correr. Governador, sua renúncia já está confirmada para abril, para uma candidatura ao Senado? Nesse momento tão desafiador estou voltado completamente para a administração. Nós temos que fechar o ano, graças a Deus está indo tudo bem, mas não dá para descuidar. Eu tenho perspectiva de ser candidato ao Senado sim, acho que é a melhor forma de contribuir com a sociedade. Mas vamos deixar para avaliar mais para frente. A aproximação com o PP e a pré-candidatura de Gelson Merísio (PSD) é indicativo que a aliança com PMDB já está descartada? Pelo que eu conheço de política, já disputei dez eleições, as alianças vão se definir só em junho do ano que vem. Não tem como ser antes. Não acredito que alguém consiga fazer uma aliança antes. A política é dinâmica, vamos sofrer influência das coligações no plano federal. Até lá temos que construir pontes, ir conversando para ver qual a melhor proposta, qual o melhor cenário. A sociedade também vai avaliar, vai ser muito seletiva e vai avaliar quais são as melhores propostas e quem é capaz de executar essas propostas. Muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte.