O presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, convocou uma nova coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (23), para falar sobre a auditoria das urnas eletrônicas.

De acordo com Neto, o levantamento mostrou que as urnas fabricadas antes de 2020 não puderam ser auditadas.

No entanto, ele ressaltou que o PL não tem comprovação de fraude e que esse fato seria apenas um indício.

Ele ainda afirmou que a Lei Geral das Eleições diz que as entidades fiscalizadoras podem solicitar verificação extraordinária após o pleito desde que sejam relatados fatos e apresentados indícios

"A soma das urnas novas, que têm todo o cadastro, dá uma vitória ao presidente Jair Bolsonaro de 1.078.000 votos, se não forem consideradas as urnas que têm indícios. Em todas as eleições não pode haver dúvidas sobre o voto, o voto tem que ser seguro", afirmou Neto.

O advogado Marcelo Bessa reforçou que a petição apresentada pelo partido pede que o TSE realize a verificação extraordinária.

"Constatado que esse erro leva à invalidação ou não certificação dessas urnas, então que elas sejam descartadas do resultado eleitoral", disse.

Auditoria do PL

Segundo uma auditoria encomendada pelo PL, o presidente Jair Bolsonaro teria recebido 51,05% dos votos nas urnas novas, que podem ser auditadas.

Luiz Inácio Lula da Silva teria vencido naquelas que não puderam ser auditadas, modelos UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015.

"Todas as urnas dos modelos de fabricação UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015 apontaram um número idêntico de LOG, quando, na verdade, deveriam apresentar um número individualizado de identificação", diz a representação enviada ao TSE pelo partido.

Assista à coletiva: