O presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, realizou uma coletiva na tarde desta terça-feira (22) para falar sobre o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Durante a coletiva, o engenheiro Carlos Rocha, que realizou uma auditoria a pedido do PL, afirmou que, nas urnas auditáveis, o presidente Jair Bolsonaro obteve 51,05% dos votos.

Luiz Inácio Lula da Silva teria vencido naquelas que não puderam ser auditadas, modelos UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015.

"Todas as urnas dos modelos de fabricação UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015 apontaram um número idêntico de LOG, quando, na verdade, deveriam apresentar um número individualizado de identificação", diz a representação enviada ao TSE pelo partido.

O advogado Marcelo Bessa, que também acompanhou Valdemar Costa Neto na coletiva, disse que o relatórico técnico encomendado pelo PL apontou "inconsistências nas urnas fabricadas antes de 2020" e que elas seriam "recorrentes em todas essas urnas".

Segundo Bessa, devido à discrepância de resultados entre os modelos de urna eletrônica, o partido enviou uma representação ao TSE para que o órgão verifique a existência deste "mau funcionamento". E se isso for confirmado, que as consequências legais sejam aplicadas.

Resposta de Alexandre de Moraes

Em resposta, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, afirmou que "as urnas eletrônicas apontadas na petição inicial foram utilizadas tanto no primeiro turno, quanto no segundo".

Dessa forma, "sob pena de indeferimento da inicial", ele deu um prazo de 24 horas para que o pedido do PL também abranja o primeiro turno das eleições.