O Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar uma suposta rede de perfis falsos usada para atacar integrantes da legenda, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.
A sigla aponta que a estrutura opera com contas temporárias, de baixa audiência orgânica, criadas para ampliar a circulação de conteúdos negativos nas redes sociais.
Um levantamento apresentado pelo partido identificou 51 páginas com essas características. Entre março e o fim de junho, os perfis promoveram 4.607 anúncios impulsionados, que acumularam cerca de 250 milhões de visualizações.
O relatório também registra despesas de aproximadamente R$ 3 milhões, além de US$ 20 mil e 42 mil pesos colombianos destinados às publicidades. De acordo com a estimativa do PL, os conteúdos alcançaram entre 77 milhões e 137 milhões de usuários no Facebook e no Instagram.
Embora cada perfil reúna menos de 400 seguidores, as páginas alcançam milhões de pessoas por meio da compra de tráfego pago. Uma das publicações associa Flávio Bolsonaro a milícias, enquanto outra classifica o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como traidor.
Os perfis investigados adotavam nomes como Radar do Planalto, Dossier Brasil 24H, O Contra-Fluxo, Panorama Brasil, Olho no Erro, Contra a Maré e Lente Escura.
Na ação protocolada no TSE, o partido pede a remoção dos anúncios considerados irregulares e solicita que a Meta forneça informações, como endereços de IP, para permitir a identificação dos responsáveis pelas publicações. A legenda afirma, ainda, acreditar que a rede investigada seja maior do que a estrutura mapeada no levantamento.
Em seu portal, a Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram, informa que suas regras limitam a publicidade paga relacionada a temas sociais e eleitorais, “exigindo autorização e transparência”.
A companhia também afirma que o “conteúdo orgânico é permitido, mas a plataforma limita proativamente a recomendação de material político, foca moderação automatizada em violações graves e remove conteúdos que alterem processos políticos”.
* Com informações da Gazeta do Povo.