De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ranking dos Políticos, a percepção negativa sobre o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem crescido entre os parlamentares das duas Casas legislativas. Segundo o levantamento, 46,4% dos deputados federais consideram o trabalho de Haddad como “ruim” ou “péssimo”. A gestão de Haddad é considerada “ótima” ou “boa” por 30% dos deputados e “regular” por 23,6%.
Entre os senadores, a gestão de Haddad é avaliada negativamente por 34,6%, enquanto 46,2% dos senadores classificaram o trabalho do ministro como “ótimo” ou “bom”. Para 19,2% dos senadores, a gestão de Haddad é “regular”.
Se comparado com o levantamento feito em setembro de 2023, o descontentamento dos parlamentares em relação a Haddad cresceu. Na pesquisa anterior do Ranking dos Políticos, a gestão de Haddad era aprovada por 46,2% dos deputados. O percentual dos deputados que consideram o trabalho “regular” também era maior, de 25%. A avaliação de “ruim” ou “péssimo” saltou de 28,8%, em setembro, para 46,4%.
No Senado, a mudança foi mais discreta em relação à avaliação de “bom” ou “ótimo”. Em setembro de 2023, 47,6% dos parlamentares avaliavam positivamente a gestão Haddad. O percentual se manteve praticamente o mesmo. Já a avaliação de “ruim” ou “péssimo” saltou de 23,8% em setembro de 2023 para 34,6% em fevereiro de 2025.
O percentual dos senadores que consideravam o trabalho regular caiu de 28,6% para 19,2%
Metodologia
A pesquisa do Ranking dos Políticos foi realizada por meio de um questionário estruturado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, distribuído entre 110 deputados federais de 18 diferentes partidos e 26 senadores de 11 diferentes partidos, respeitando o critério da proporcionalidade partidária.
Os parlamentares foram entrevistados pessoalmente ou por telefone entre os dias 11 a 12 de fevereiro de 2025. A pesquisa foi divulgada esta semana, no mesmo momento em que outros levantamentos mostram queda na aprovação do governo Lula. Desaprovação a Lula dispara com pessimismo sobre alimentos e empregos
De acordo com uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (26), a desaprovação do governo Lula disparou em oito estados do país por conta do pessimismo da população em relação ao aumento dos preços dos alimentos e a dificuldade em conseguir um emprego.
* Com informações da Gazeta do Povo.