O papa Francisco condenou nesta quarta-feira ações que "desestabilizam a coexistência entre nações e desacreditam o direito internacional". Ele disse que a ameaça de guerra na Ucrânia causa grande dor em seu coração. As informações são da Reuters.

A crise na Ucrânia se agravou com a decisão russa de enviar tropas para as regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, reconhecidas pelo governo russo como repúblicas independentes. A decisão levou os EUA e seus aliados a acusarem o governo de Vladimir Putin de violar lei internacional e violar a soberania da Ucrânia.

Ao encerrar sua audiência geral semanal, Francisco pediu aos políticos que façam "sério exame de consciência diante de Deus" sobre os efeitos de suas ações.

Ele proclamou a Quarta-feira de Cinzas, em 2 de março deste ano, como dia internacional de jejum e oração pela paz.

Condenou ainda a "insensatez diabólica da violência" e pediu à Nossa Senhora, "rainha da paz", que salve o mundo da loucura da guerra.

"Tenho muita dor no coração por causa do agravamento da situação na Ucrânia", afirmou o papa, acrescentando que está angustiado e preocupado como muitos ao redor do mundo porque a paz está ameaçada por interesses sectários.

"Apelo a todos os lados para que se abstenham de qualquer ação que possa provocar mais sofrimento às populações, desestabilizar a convivência entre as nações e desacreditar o direito internacional.", disse.