Um trabalho em parceria com o Executivo para a retomada do desenvolvimento e crescimento de Guaramirim. Esse é o objetivo do presidente da Câmara do município, Osni Bylaardt (PMDB), para seu segundo mandato à frente da Casa. O OCP continua hoje com a série especial de entrevistas com os presidentes do Legislativo da região. Em Guaramirim, as sessões ordinárias recomeçam no dia 1º de fevereiro. Aos 61 anos, Bylaardt inicia sua quinta legislatura, incluindo o período em que assumiu como suplente em 1998. Peemedebista há mais de vinte anos, o presidente diz que não quer ser adversário político do prefeito Luís Chiodini (PP), apesar de estar na sigla de oposição, que lançou Nilson Bylaardt como candidato majoritário.   Quais as perspectivas para este ano? Eu sempre tive um sonho de fazer uma Câmara nova, desde quando entrei aqui, em 1998. Mas o que eu quero fazer é trabalhar para o bem de Guaramirim, quero ter harmonia entre o Executivo e o Legislativo, para fazer o município andar, botá-lo de volta nos trilhos. Claro que a gente tem que fazer economia, então acho que não é o momento para pensar em construir a sede nova, mas ainda continua sendo meu sonho.   E quanto a encaminhamentos dentro da Casa e essa relação com o Executivo? Eu quero ajudar. Eu tinha falado com o prefeito (Luís Chiodini) semana passada, sobre assuntos que interessam a Guaramirim. No momento, eles estão pensando em pavimentação de rua, existem os projetos já em andamento e a gente vai agregar a isso, mas o andamento que eu quero dar depois que as sessões voltarem, eu gostaria que as sobras da Casa fossem para a Saúde. Quero fazer um levantamento na área, em fevereiro, para ver qual a demanda de cirurgias. A Câmara não pode direcionar, mas gostaria que fossem para isso. O prefeito colocou que a Saúde é prioridade e eu também acho que as pessoas têm que estar em primeiro lugar.   O senhor pretende fazer uma reforma administrativa, alguma mudança nos cargos? O que pode acontecer, mas isso tudo eu tenho que ver primeiro como fica a situação financeira da Câmara, é um concurso público, principalmente na vaga de contabilidade. Para ter um contador fixo, que responda pelos próximos anos, até se aposentar. Porque entra presidente, sai presidente, troca contador e dá confusão, é muito ruim. Hoje o cargo é comissionado, temos só dois concursados, uma de serviços gerais e o de secretário executivo, mais dois estagiários do programa Vereador Mirim. O resto é comissionado, são cinco. E é do Tribunal de Contas o pedido (de contratar contador por concurso), já era para ter feito no outro mandato. Como não foi feito, vou atender ao pedido e criar o cargo. Quanto aos custos, como o senhor vê a questão das diárias e cursos, pretende colocar algum limite? Eu fui vereador tantos anos e viajei só três vezes, acho que vereador ficar viajando para cima e para baixo só se tiver muita necessidade, se não, eu não vou conceder, até porque o país e o próprio município está atravessando essa dificuldade econômica. Nós vamos limitar os gastos, não vai ter abuso.   Como será isso? Estou em cima das finanças da Câmara, recebemos ontem (quarta-feira) o duodécimo da Câmara. Então agora estou vendo isso, porque tenho que fazer as exonerações e nomear minha equipe no dia 1º de fevereiro, então vamos ver quanto vou gastar com as exonerações, a folha de pagamento. Esta semana estou revendo os contratos. Não posso fazer uma avaliação geral agora, só no mês que vem, quando fechar janeiro. Mas o direcionamento é de economizar ao máximo. Claro que se um vereador quiser ir a Florianópolis falar com sua bancada, se é de interesse do povo, que é para levar algum projeto, angariar recurso, claro que sou a favor.   E quanto ao aumento no número de vereadores, é um assunto discutido em Guaramirim? Já se comentou sobre isso, mas não tem nada definido. Legalmente, pelo número de habitantes, daria para ir até 13 vereadores. Mas não fiz reunião com os vereadores ainda, está dividido, não dá para afirmar nada, não sei como vai ficar. Há oito anos eu votei contra aumentar, hoje eu até seria a favor, desde que não aumente os custos da Casa, que fique dentro do limite do repasse. Mas se é para aumentar os custos, acho melhor deixar como está. Coloquei até esses dias para alguns vereadores, de baixar nosso salário para pagar os outros, já ficou meio assim, ninguém quer perder.   Nestas eleições, o PMDB, que lançou chapa pura, seria oposição ao governo. Mas o senhor afirma que gostaria de uma parceria. De que forma? Não quero ser adversário político, por eu ser PMDB e o prefeito ser do PP. A gente tem um bom relacionamento, ele já foi vereador comigo e a gente quer ajudar de toda forma possível para auxiliar essa Administração a alavancar de novo a cidade. Se ele precisar buscar recursos na esfera federal e estadual, sempre me proponho a ir junto, para fazer esse trabalho para Guaramirim e desenvolver os trabalhos que a comunidade tanto almeja.   O senhor sempre teve uma postura forte, na Câmara, uma oposição crítica, de grandes debates na Casa. Essa é a sua maneira de trabalhar? Como será esse ano? Eu sou uma pessoa que tem uma credibilidade muito grande, meu sistema de trabalhar é assim mais arrojado. Primeira coisa que tenho é compromisso com o povo. Claro que na condução da Câmara (como presidente) é um pouco diferente, você não pode fazer o que fazia como vereador, mas quero conduzir da melhor forma possível e espero a compreensão de todos os vereadores, e que façam seu trabalho. Vou cobrar muito das comissões, na primeira sessão vou fazer a eleição (dos integrantes) e já vou começar a cobrar para nenhum projeto ficar engavetado. Projeto comigo tem que dar andamento, a coisa tem que funcionar. Para o Executivo fazer um bom trabalho pelo município eles dependem da Câmara e a Câmara se põe à disposição, não gosto de travar projeto. Sou um pouco polêmico, sempre fui, mas minha forma de trabalhar é essa aí, quero que a coisa flua, deslanche.