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Operação Mensageiro: TJSC aceita denúncia e torna três investigados réus por fraude em licitação de Corupá

Foto: MPSC/Arquivo

Por: Gabriel JR

31/07/2026 - 07:07 - Atualizada em: 31/07/2026 - 07:12

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) recebeu, nesta quinta-feira (30), a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) no âmbito da Operação Mensageiro sobre um suposto esquema de fraude em uma licitação realizada no município de Corupá. Com a decisão, três investigados passaram a responder como réus em ação penal.

A denúncia, apresentada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC e recebida pela 5ª Câmara Criminal do TJSC, atribui a um ex-agente político e a duas pessoas ligadas à empresa investigada o crime previsto no artigo 337-F do Código Penal, que trata da frustração ou fraude ao caráter competitivo de licitação para obtenção de vantagem na contratação pública.

Segundo o Ministério Público, o caso ocorreu durante uma licitação para manutenção da iluminação pública realizada em 2022. A investigação aponta que a própria empresa investigada teria elaborado a minuta do edital, incluindo cláusulas técnicas que a favoreciam e restringiam a concorrência.

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Ainda conforme a denúncia, com o apoio do agente político, essas cláusulas foram mantidas no processo licitatório, o que levou à desclassificação da única empresa concorrente. Com isso, a empresa investigada venceu a licitação e manteve o contrato com o município até o início de 2024.

O recebimento da denúncia foi decidido por unanimidade pela 5ª Câmara Criminal do TJSC. A decisão é passível de recurso. A assessoria de imprensa do Ministério Público de Santa Catarina não divulgou à imprensa informações que permitam identificar os réus neste momento.

Operação Mensageiro

Considerada a maior operação de combate à corrupção já realizada em Santa Catarina, a Operação Mensageiro foi deflagrada em dezembro de 2022 pelo Ministério Público de Santa Catarina. As investigações são conduzidas pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, com atuação do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

Em agosto de 2025, a operação chegou à sexta fase, com a prisão preventiva de empresários suspeitos de manter o esquema e o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos.

As investigações apuram a atuação de uma organização criminosa empresarial, em conjunto com agentes públicos, em supostos crimes relacionados a contratos de coleta e destinação de lixo, abastecimento de água e iluminação pública em municípios catarinenses e de outros estados.

Os fatos que deram origem à Operação Mensageiro surgiram em 2021, durante a Operação Et Pater Filium, que revelou um esquema de corrupção no Planalto Norte catarinense. Conforme o MPSC, um dos prefeitos investigados firmou acordo de colaboração premiada, confessou os crimes e apresentou novas provas sobre o pagamento de propina envolvendo o grupo empresarial.

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação