ONU condena operação militar israelense em hospital da Cisjordânia – Israel alega que vítimas eram terroristas

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Por: Pedro Leal

31/01/2024 - 09:01 - Atualizada em: 31/01/2024 - 09:33

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUD) condenou a operação militar executada por Israel nesta terça-feira (30) em um hospital em Jenin, na Cisjordânia, que terminou na morte de três palestinos.

As informações são da agência portuguesa Lusa.

Segundo o órgão, entre os mortos na operação está um jovem de 18 anos com paralisia parcial devido a ferimentos sofridos num ataque aéreo, que estava deitado numa das camas do hospital quando foi baleado na cabeça.

Militares israelenses se disfarçaram de médicos para entrar no hospital e executar os três, que segundo Israel planejavam ataques terroristas para breve. O objetivo da missão secreta era matar três integrantes das brigadas Al-Qassam (o braço armado do Hamas), segundo o governo Israelense.

O momento da invasão ao hospital foi registrado por câmeras de segurança.

Nelas, é possível ver quando 12 pessoas, todas disfarçadas, entram armadas no centro hospitalar. Um deles levava um rifle num braço e uma cadeira de rodas dobrada no outro, enquanto usava uma máscara cirúrgica.

No seu relatório diário sobre o conflito, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) reiterou as dificuldades de envio de ajuda para a Faixa de Gaza, especialmente para a metade norte do enclave, onde as autoridades israelitas negaram o acesso a 29 das 51 missões planeadas para janeiro.

O caso agrava as tensões entre Israel e a ONU – o país acusa a organização de conivência com o Hamas e grupos extremistas, enquanto países-membro da Onu acusam Israel de genocídio.

Um dossiê da inteligência israelense que levou uma série de países a suspender recursos para uma agência de ajuda palestina da ONU inclui alegações de que alguns funcionários participaram de sequestros e assassinatos durante o ataque de 7 de outubro que desencadeou a guerra de Gaza.

O dossiê de seis páginas, visto pela agência Reuters, alega que cerca de 190 funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), incluindo professores, também são militantes do Hamas ou da Jihad Islâmica. O dossiê contém nomes e fotos de 11 deles.