Segundo informações do site de notícias G1, a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) e a Associação de Magistrados Catarinenses (AMC) se posicionaram a respeito da denúncia do advogado Felisberto Odilon Córdova, que afirmou que o desembargador Eduardo Mattos Gallo cobrou propina de R$ 700 mil para julgar favoravelmente uma ação na 1ª Câmara de Direito Civil.

O caso ocorreu na tarde da quinta-feira (3) durante sessão no Tribunal de Justiça de Santa Catarina que julgava o processo. Durante sua sustentação oral, o advogado Felisberto Odilon Córdova se referiu diretamente ao desembargador Eduardo Gallo e o acusou de encaminhar proposta de pagamento de propina ao seu escritório de advocacia em troca de favorecimento na ação. A confusão foi gravada por um celular e o vídeo divulgado na internet.

O processo em discussão é uma ação de mais de 50 anos. O escritório de Córdova requer honorários advogatícios. A decisão de primeiro grau é no valor de R$ 35 milhões.

O TJSC está julgando o recurso da empresa, que na época contratou o escritório. O voto do relator Gallo foi contrário a decisão de primeiro grau, ou seja, contra o escritório de advocacia.

Nesta sexta-feira (4), Córdova voltou a afirmar que o desembargador tentou "comprá-lo". Já o desembargador informou que vai se manifestar por nota. "Eu não vou admitir que um advogado me chame de vagabundo e Vossa Excelência não tome providências. Eu nunca passei por isso na minha vida, eu tenho 25 anos de magistratura. Eu requeiro a prisão do advogado", disse o desembargador ao presidente da Câmara após a saída de Córdova.