A Autarquia Águas de Guaramirim detectou um nível alto de ferro na água do Rio Itapocuzinho durante as análises realizadas de hora em hora, na quinta-feira (15). Por causa desta poluição, por volta das 13h30, a Estação de Tratamento de Água (ETA) paralisou a captação e o abastecimento no município naquele dia. A captação voltou a operar ainda na quinta, mas o abastecimento só foi normalizado na sexta-feira (16).

Segundo o diretor de recursos hídricos da Autarquia Matias Tomczak, após o reconhecimento desse material pesado na água, a equipe começou a utilizar materiais para tentar tirar o ferro da água, para depois fazer a filtragem e mandar ao reservatório.

"Chegou a um ponto que o volume era tão alto, que percebemos que a limpeza não estava fazendo tanto efeito e que tinha risco do sujar demais o filtro", destaca.

Tomczak relata que o sistema começou a operar completamente por volta das 19h de quinta-feira, depois de ficar quase cinco horas paralisado. Enquanto o abastecimento de água foi normalizado às 3h de sexta-feira (16) e prejudicou a população.

"As pessoas que vivem nas regiões mais altas e não tem caixa de água sentiram mais o abastecimento comprometido", frisa.

Água é analisada

O diretor de recursos hídricos da Autarquia Águas de Guaramirim Matias Tomczak, afirma que alguns pontos específicos já são monitorados, tendo sido coletada água desses pontos para que possa ser descoberto a causa do problema. Ele explica que a análise da água coletada durante a poluição do Rio Itapocuzinho demora geralmente de 10 a 15 dias para ficar pronta.

"É preciso fazer um trabalho bem elaborado, com cálculos, para saber a quantidade de material na água", destaca.

Mesmo assim, o diretor comenta que devido a extensão do rio Itapocuzinho é mais difícil identificar a origem do vazamento do material contaminante no manancial. O rio é responsável por abastecer os 12 bairros de Guaramirim e aproximadamente 5 mil unidades consumidoras.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Tomczak conta que no início desta semana, também foi encontrado ferro e óleo na água do rio, porém a quantidade era bem menor e o processo de retirada do material foi mais fácil, sem precisar interromper o abastecimento.

A autarquia está trabalhando em um projeto para ter construir mais um reservatório no município. Com isso, a ETA poderia interromper o abastecimento de água por cerca de cinco horas sem afetar a população, garante Tomczak.

 

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