Eleito para o primeiro mandato, Ronaldo José de Souza (PSD), conhecido como Magal, pretende defender, na área da Saúde, os dois hospitais de Jaraguá do Sul. A motivação partiu do trabalho social voluntário realizado no Hospital São José, também o local escolhido para a entrevista. O eleito participa há cerca de 15 anos do grupo de canto do Encontro de Casais Cristãos, da Igreja Matriz São Sebastião, que faz apresentações mensais aos pacientes do hospital. “Acho que a música é também uma oração e leva conforto para as pessoas”, comenta De Souza. Além disso, o eleito é membro efetivo do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Jaraguá do Sul, há quatro anos. Tendo trabalho no setor privado, em empresas como a WEG e Ceval Alimentos, De Souza é hoje proprietário de comércio no bairro Czerniewicz há 16 anos. Da sua experiência, o eleito pretende levar a honestidade e a organização para dentro da Câmara de Vereadores. “O fato de eu não ter experiência (no setor público) não vai impedir de eu ser um bom vereador”, declara. De Souza concorreu pela primeira vez em 2012, na época pelo PR, conquistando 705 votos. “Mas o nosso partido acabou não fazendo legenda”, relembra o eleito. Sendo filiado a partido de oposição ao novo governo de Antídio Lunelli (PMDB), De Souza diz que será crítico aos projetos que não forem de interesse da comunidade, mas quanto aos projetos que forem ao encontro das demandas da população, deverá ser favorável, buscando não ser fazer oposição “por fazer”. CONFIRA A ENTREVISTA Por que o senhor decidiu participar da política, concorrer ao cargo de vereador? Entrei na política para somar e não dividir. Precisamos renovar a política, com novas ideias. Sei que vou aprender muito com os mais experientes, mas também vou buscar meu espaço lá dentro. E assim, ajudando no que for necessário, a intenção é ajudar a comunidade. Quais as suas principais bandeiras? Minha bandeira política será de apreciar todos os projetos que vem ao encontro da nossa sociedade, nossa comunidade. Quero ter um bom relacionamento com todas as associações de moradores, buscar nos presidentes tudo o que eles têm de reivindicações, e junto com os vereadores eleitos e reeleitos procurar unir, respeitar esse povo que precisa tanto, que depositou o voto em nós. Reafirmo também que precisamos todos unir nossas forças políticas e comunitárias em prol dessa grande causa que são os nossos hospitais. Durante suas campanhas, visitas à comunidade, reuniões, o senhor colheu algumas demandas que podem dar ideias para projetos? Já tem algum em mente para apresentar? O que eu falava para as pessoas na minha andança nessa campanha é que eu não seria um salvador da pátria, quem ia salvar a pátria era quem ia depositar o voto, o voto sincero, em pessoas honestas, decentes. Aí nós mudaríamos o quadro da política. Eu não fiz muita promessa, acho que os projetos virão conforme a gente vai entrando na Câmara de Vereadores, e então buscar uma solução melhor para esse povo. Na função de vereador também existe a questão partidária, o senhor vai ficar como oposição pela filiação partidária. Como é a primeira vez que vai desempenhar o cargo, como o senhor pretende trabalhar essa questão? Em relação à oposição, o meu partido me deixou bem à vontade, então não quero ser oposição e, sim, ter um bom relacionamento com o prefeito eleito, seu Antídio Lunelli (PMDB). E assim, sei que uma oposição não traz muita união, então vou ficar muito atento para não fazer oposição por fazer, tem que ter alguma coisa para ser oposição. Quero ver os projetos bons, que vem ao encontro da comunidade, o que não estiver de acordo com os interesses da comunidade, aí sim a gente pode discutir. Para assumir ao cargo de vereador, o senhor se preparou de que forma? Fiz os cursos da Escola de Governo e Cidadania da Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocu) e a Escola do Legislativo da Avevi (Associação de Câmaras e Vereadores do Vale do Itapocu), além de curso de empreendedorismo da Unerj (hoje Católica de Santa Catarina). Sei que não tenho a bagagem como dos outros vereadores eleitos, muitos já passaram pela Prefeitura, por órgãos públicos. Eu nunca trabalhei em órgão público, então eu tenho a noção de que vou aprender muito lá dentro. Por isso vou olhar aqueles que já estão dentro da Casa e vou tentar fazer o melhor de mim, aprendendo com eles. Considerando sua experiência no setor privado, entre outros, ou mesmo o fato de nunca ter trabalhado em órgão público, acha que isso pode até te dar outro olhar para a função? Eu sempre trabalhei na minha vida com honestidade, eu acho que isso a gente deve transferir para dentro da Câmara de Vereadores, ser no mínimo honesto. Eu já trabalhei em várias empresas, como a WEG, Ceval Alimentos, e há 16 anos trabalho na minha empresa, sou microempresário. Então, assim como sei organizar minha empresa, também levarei para dentro da Câmara essa organização, que isso faz a diferença quando se entra lá dentro. O fato de eu não ter experiência não vai impedir de eu ser um bom vereador. Eu vou levar comigo sempre esse carinho das pessoas, fazer o meu melhor, em tudo o que for e honrar cada voto. O senhor comentou que sua campanha foi corrida por conta do trabalho em sua empresa. O senhor pretende continuar atuando na empresa ou pretende se desligar pelo período em que assumir o cargo? Olha, isso é um sofrimento para mim, eu fiquei muito tempo dentro da minha loja, isso está me deixando muito triste, mas a bíblia já diz que a gente não deve servir a dois deuses, então tenho que me decidir por um ou por outro. Como fiz a opção de ir para a política, talvez eu me desligue da loja, deixe minha esposa e filho tocando, e sigo minha vida na política agora, para fazer um bom trabalho, com honestidade, por uma cidade melhor.