O príncipe Philip, marido da rainha britânica Elizabeth e uma figura-chave na família real britânica por quase sete décadas, morreu aos 99 anos, informou o Palácio de Buckingham nesta sexta-feira (9).

O duque de Edimburgo, como era oficialmente conhecido, esteve ao lado da rainha ao longo de todos os 69 anos de seu reinado, o mais longo da História do Reino Unido.

Durante este período ele ganhou a reputação de ter uma atitude dura, séria e de uma propensão a gafes ocasionais.

"É com profunda tristeza que Sua Majestade, a Rainha, anuncia a morte de seu amado marido, Sua Alteza Real, o Príncipe Philip, duque de Edimburgo", informou o palácio em comunicado.

"Sua Alteza Real faleceu pacificamente nesta manhã no Castelo de Windsor. Mais anúncios serão feitos oportunamente. A Família Real se junta às pessoas ao redor do mundo lamentando sua perda."

 


Príncipe grego, Philip se casou com Elizabeth em 1947 e desempenhou papel-chave na modernização da monarquia no período após a Segunda Guerra Mundial e, por trás dos muros do Palácio de Buckingham, como a única figura central para a qual a rainha podia se voltar e confiar.

Filho do príncipe Andrew da Grécia e Dinamarca e da princesa Alice de Battenberg, Phillip Mountbatten nasceu na Grécia sendo membro das famílias reais grega e dinamarquesa.

Em 1922, foi expulso do país junto com os pais enquanto ainda era criança, durante o Golpe de 1922.

Estudou na França, Inglaterra, Alemanha e Escócia, entrando na Marinha Real Britânica em 1939 aos dezoito anos.

Ele começou a se corresponder no mesmo ano com a princesa Elizabeth, filha mais velha e herdeira do rei George VI do Reino Unido. Ele serviu no Mediterrâneo e no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.

"Ele tem sido, simplesmente, minha força e permanência todos esses anos", disse Elizabeth em uma rara homenagem pessoal a Philip feita em um discurso para marcar o 50º aniversário de casamento de ambos em 1997.