Audiência pública realizada pela Comissão de Proteção Civil e de Segurança Pública no bairro Paranaguamirim, região Sul de Joinville, na noite de quarta-feira (22), contou com a participação em massa dos moradores e foi muito discutida. A comunidade mostrou a sua união e cobrou providências, principalmente no consumo de drogas entre jovens e adolescentes que cresce assustadoramente. A reunião que iniciou as 19h30 e se estendeu até às 22h10 foi realizada na Paróquia Santa Luzia. Desta vez contou com a presença do secretário da Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública (Seprot) Bráulio Barbosa, presença tão cobrada pelo presidente da comissão, vereador Richard Harrison (PMDB).
Esta audiência contou com a presença do secretário do Seprot, Bráulio Barbosa | Foto Divulgação/ Câmara de Vereadores de Joinville
Entre as diversas queixas, e que não foram poucas os moradores pediram mais policiamento ostensivo, iluminação pública e até mesmo pintura das faixas de pedestres. Assaltos e arrombamentos em residências têm sido corriqueiros nos bairros. Moradora do Paranaguamirim há 32 anos e viúva há 26 anos, Verônica Alves Cordeiro conta que as mulheres estão com medo de saírem na rua, principalmente a noite quando vão para a igreja. “As ruas são muito escuras, já ocorreram diversos assaltos aqui”, lamenta. “Minha filha foi assaltada as sete horas da manhã numa farmácia”, conta. Verônica também cobrou a falta de lombadas e pinturas nas faixas de pedestres. Outro morador do bairro há 56 anos, João Batista contou que alunos estão ameaçando e batendo em professores. “Isso é um absurdo, precisamos de uma Escola Militar aqui perto, e não no bairro Glória. Nossa região é de grande vulnerabilidade”, disse. Professora na escola Ada Santana, Rosane Lúcia lamentou o alto consumo de drogas entre adolescentes e jovens. “Vou falar em nome dos filhos de vocês. O uso de drogas está alarmante. Precisamos fazer algo urgente para combater isso”, alertou. O capitão De Souza da 17 informou que a Polícia Militar já prendeu mais de mil pessoas em flagrante somente neste ano, destas, 60% são reincidentes do crime. Já o secretário Bráulio Barbosa falou que a função primordial da Guarda Municipal não é o policiamento, apesar dos casos de confrontos que foram registrados. “Mas a nossa função é preventiva em apoio primordial as nossas escolas, ainda não somos uma polícia, temos de ter uma instrutura no Estado para realmente tratar as pessoas que são os usuários de drogas”. O presidente da Comissão Civil e de Segurança Pública, Richard Harrich, que vem cobrando por melhorias na segurança pública também se manifestou. “ Não posso me calar diante do problema da segurança pública. Como PM vi muitas coisas. Viemos nas últimas quatro décadas perdendo oportunidades de ensino. A cidade vem crescendo e as áreas de vulnerabilidade social aumentando. Não há preocupação com a qualificação profissional. Daquele povo que está na cadeia, 90% não tem esta qualificação profissional, o Estado é ausente no ensino”, cobrou. Também participaram da audiência os vereadores Odir Nunes (PSDB), Lioilson Correa (PSC), Maurício Peixer (PR) e Rodrigo Fachini (PMDB), além do secretário da comissão, Natanael Rocha (PMDB) e Tânia Larson (SD).