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Milhares vão às ruas nos EUA em protestos contra Donald Trump

Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP

Por: Milena Natali

28/03/2026 - 19:03 - Atualizada em: 28/03/2026 - 19:10

Manifestantes protestam, neste sábado (28), contra as políticas do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. De acordo com o site de notícias Reuters, os organizadores esperam que seja o maior protesto de um único dia na história do país, com mais de 3,2 mil eventos planejados em todos os 50 estados e em diversas cidades fora dos EUA.

Mais de 100 mil pessoas são esperadas na capital de Minnesota, estado que se tornou um ponto crítico devido à repressão de Trump à imigração ilegal e à incursão de agentes federais de imigração em centros urbanos governados por democratas (partido de oposição à Trump). Os cantores Bruce Springsteen e Joan Baez participam da manifestação.

Outras grandes manifestações estão ocorrendo em Nova York, Los Angeles e Washington, além de milhares de eventos fora dos principais centros urbanos, em comunidades menores, segundo a Reuters.

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No final deste ano, ocorrem as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando todos os deputados e parte dos senadores são renovados. Os organizadores dos protestos dizem ter visto um aumento no número de eventos anti-Trump e de pessoas se inscrevendo para votar em estados profundamente republicanos (partido de Trump) como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.

De acordo com a Reuters, os protestos acontecem em um momento em que a taxa de aprovação de Trump caiu para 36%, seu ponto mais baixo desde seu retorno à Casa Branca.

Milhares de pessoas também se reuniram em Manhattan. Um dos organizadores, o ator Robert De Niro disse que “houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e segurança”.

O porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso, Mike Marinella, criticou os políticos democratas por apoiarem os protestos. “Esses comícios contra a América são onde as fantasias mais violentas e delirantes da extrema esquerda encontram um microfone e os democratas da Câmara recebem suas ordens”, disse em comunicado.

Os eventos deste sábado ocorrem em meio ao que os organizadores disseram ser um apelo à ação contra o bombardeio do Irã pelos EUA e Israel, um conflito que já dura quatro semanas.

Os protestos de hoje fazem parte do movimento No Kings, que teve a primeira mobilização em junho do ano passado e atraiu entre 4 milhões e 6 milhões de pessoas em aproximadamente 2,1 mil locais em todo o país. A segunda manifestação ocorreu em outubro, envolvendo cerca de 7 milhões de participantes em mais de 2,7 mil locais.

Com informações do site Agência Brasil

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Milena Natali

Graduanda em Jornalismo pela Faculdade Bom Jesus IELUSC, redatora de entretenimento/cotidiano e colunista de história no jornal impresso.