Depois de vinte anos de discussões, o Mercosul e a União Europeia finalizaram nesta sexta-feira, 28, as negociações para o acordo de livre comércio entre os dois blocos.

O tratado vai abranger bens, serviços, investimentos e compras governamentais, e representará um incremento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, segundo estimativas do Ministério da Economia.

Em nota conjunta dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores, o governo brasileiro destaca que o acordo é um marco histórico no relacionamento entre o Mercosul e a União Europeia, que representam, juntos, cerca de 25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas.

O que prevê o acordo

Entre os principais avanços, o acordo cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual.

Conforme nota do governo federal, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel.

Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros produtos. O acordo também reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés.

As empresas do país serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Segundo o governo brasileiro, serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já têm acordos de livre comércio com a União Europeia.

Em compras públicas, empresas brasileiras também obterão acesso ao mercado de licitações da União Europeia, estimado em US$ 1,6 trilhão.

Fonte: Agência Brasil

 

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